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Desemprego no Brasil recua para 5,4% no 2º trimestre, mas renda cai

O Brasil registrou uma taxa de desemprego de 5,4% no segundo trimestre, a menor desde 2012, mas a renda mensal real caiu 1,5% para R$ 3.738, refletindo a ocupação crescente em setores de baixa remuneração.

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Reprodução/Forbes Money | Forbes Brasil

O Brasil atingiu uma taxa de desemprego de 5,4% no segundo trimestre deste ano, o menor índice registrado para o período desde o início da série histórica em 2012. Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), refletem uma queda significativa em comparação à taxa de 6,1% do primeiro trimestre. No mesmo período do ano passado, a taxa era de 5,8%, alinhando-se com as previsões de analistas.

Apesar da baixa taxa de desemprego, a renda mensal real dos trabalhadores caiu 1,5% no segundo trimestre, alcançando R$ 3.738, em comparação aos R$ 3.795 nos três primeiros meses do ano. No entanto, este valor representa um aumento de 2,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

De acordo com especialistas, o mercado de trabalho brasileiro continua aquecido, embora haja uma expectativa de desaceleração econômica. Analistas apontam que essa boa performance do mercado pode ser afetada pela diminuição do dinamismo, resultado do controle monetário dos últimos anos. A previsão é de que a taxa de desocupação feche 2026 em 5,7%.

Para o Banco Central, o cenário do emprego é uma preocupação, já que a baixa taxa de desemprego e a renda em crescimento impulsionam o consumo, complicando o controle da inflação. A instituição se prepara para uma nova reunião na próxima semana, onde deverá decidir sobre a taxa básica de juros (Selic), com uma possível redução de 0,25 ponto percentual, levando-a a 14,0% ao ano.

Embora a taxa de desemprego tenha diminuído, o contingente de pessoas sem trabalho caiu 10,9% em relação ao trimestre anterior, totalizando 5,861 milhões de desempregados. Isso representa uma redução de 6,3% se comparado ao mesmo período do ano passado. O número total de ocupados também subiu 1,1% no trimestre e 0,7% em relação ao ano anterior, atingindo o recorde de 103,057 milhões de trabalhadores. Porém, a maior parte desse crescimento ocorreu entre os trabalhadores sem carteira assinada. No setor privado, aqueles com carteira assinada aumentaram 0,6%, enquanto os sem carteira cresceram 2,2%.

Analistas destacam que o aumento na ocupação foi acompanhado de pessoas que estavam fora da força de trabalho e retornaram ao mercado, incluindo aqueles que haviam desistido de procurar emprego anteriormente.

Com informações de forbes.com.br.

TAGS: Segurança

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Advogado, autor, professor e palestrante focado na transformação digital da sociedade. Especializado em Direito Civil e atuante no Direito Digital e Empresarial.

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