O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou, nesta quarta-feira (29), seu descontentamento com a decisão dos Estados Unidos de prorrogar sanções contra o Brasil por mais um ano. Em nota oficial, a administração brasileira considerou “descabido” caracterizar o país como uma ameaça aos americanos.
Na nota, o governo ressaltou que repudia a prorrogação da declaração de emergência nacional em relação ao Brasil, feita pelo governo norte-americano. “É inteiramente descabido caracterizar o Brasil como ameaça aos Estados Unidos, especialmente à luz dos históricos laços diplomáticos e da amizade que une os dois povos”, afirmou o texto.
No dia 28 de outubro, os EUA anunciaram a extensão da ordem executiva imposta ao Brasil desde 30 de julho de 2025, respaldada pela Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. Contudo, essa medida não terá impacto prático, pois a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros já havia sido derrubada pela Suprema Corte.
O governo brasileiro criticou a decisão americana, alegando que ela reitera argumentos “infundados” e “inverídicos” sobre a suposta ameaça que o Brasil representaria na segurança nacional, na política externa e na economia dos EUA.
Os Estados Unidos afirmam que o Brasil viola direitos de liberdade de expressão e denuncia ações de censura pelo Supremo Tribunal Federal (STF), além de mencionar a perseguição de Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil. Em resposta, o Planalto reafirmou a soberania do país e destacou a independência do Judiciário, que age conforme a Constituição.
Embora a diplomacia brasileira avalie as implicações da decisão americana, acredita-se que ela possui um caráter político, sem potencial para incrementar as tarifas já anunciadas pela Casa Branca, que variam de 12,5% a 25% sobre certos produtos. As tarifas a partir de agora estão justificadas pela suposta prática de competição desleal e pela falta de fiscalização na importação de mercadorias provenientes de locais com trabalho forçado.
As acusações do governo americano incluem alegações de interferência na economia dos EUA, violação de direitos de expressão e direitos humanos, e perseguição política a Bolsonaro e seus apoiadores. A mensagem é clara: o governo brasileiro criticou reiteradas tentativas de deslegitimar sua atuação política.
Com informações de g1.globo.com.








