A dívida pública federal do Brasil apresentou um aumento de 2,61% em junho, totalizando R$9,268 trilhões, conforme divulgado pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira (29). O mês foi marcado por um crescimento nos custos para o governo.
No mesmo período, a dívida pública mobiliária interna cresceu 2,63%, alcançando R$8,921 trilhões. Por outro lado, a dívida externa registrou um aumento de 2,12%, chegando a R$347,71 bilhões.
A elevação da dívida interna foi resultado da emissão líquida de títulos, que somou R$143,35 bilhões, além de uma apropriação de juros de R$85,16 bilhões.
O Tesouro Nacional observou uma alta na curva de juros futuros no Brasil, refletindo as mudanças nas expectativas relacionadas à política monetária e às incertezas do cenário externo. Isso está ligado a uma reprecificação das expectativas em relação aos juros nos Estados Unidos, onde o Fed adotou uma postura mais rigorosa.
Em termos de custo, o estoque médio da dívida pública federal acumulado nos últimos 12 meses subiu de 12,31% ao ano em maio para 12,68% em junho. O custo médio das novas emissões de títulos teve leve aumento, passando de 14,19% ao ano em maio para 14,20% no mês seguinte.
Os títulos vinculados à Selic, comumente procurados em períodos de volatilidade, representam agora 49,3% da dívida pública federal, uma leve alta em relação aos 49,0% de maio. O plano de financiamento do Tesouro prevê que esses papéis correspondam entre 46% e 50% do total neste ano, mas já se discute a possibilidade de ajuste caso necessário.
A liquidez da dívida pública ficou em R$1,346 trilhão, o que é suficiente para cobrir 8,33 meses de vencimentos de títulos. Além disso, o prazo médio de vencimento da dívida pública diminuiu de 4,07 anos em maio para 4,01 anos em junho.
O Tesouro também destacou que, em junho, a curva de juros do Brasil se elevou, refletindo tensões no cenário geopolítico internacional.
Com informações de forbes.com.br.








