Um coronel da reserva da Polícia Militar é acusado de reservar vagas especiais para operadores financeiros supostamente vinculados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) em eventos promovidos pela Associação dos Oficiais da PM de São Paulo. Luiz Carlos Pereira Martins, atualmente diretor de Colônias e Patrimônio da associação, teria utilizado sua posição para facilitar acessos a estacionamentos e locais privilegiados em festas aos seus conhecidos.
Os relatos foram feitos por associados da AOPM, que se referem à entidade como um “clube da PM”. Segundo as fontes, Pereira Martins assegurava os melhores lugares e até promovia viagens para os operadores a colônias mantidas pela associação. Mensagens analisadas pela Polícia Federal mostram o coronel e um dos operadores discutindo a presença de carros de luxo em um evento.
Entre os veículos citados estão três modelos da Porsche, incluindo o Cayenne e o Panamera. Informações também sugerem que o coronel estava diretamente em contato com esses operadores sobre os automóveis. Em abril de 2023, Pereira Martins questionou Robson Martins de Souza sobre quais carros fariam parte da festa, demonstrando um intercâmbio ativo entre eles.
A AOPM confirmou a relação social entre o coronel e os empresários, mas afirmou que, na época, não havia suspeitas sobre eles. A entidade ainda não se manifestou sobre as regras de entrada de convidados e a presença dos suspeitos nos eventos. A Polícia Militar e a Secretaria de Segurança Pública enfatizaram que não toleram desvios de conduta e que a Corregedoria pediu acesso aos documentos da investigação.
A presença de indivíduos associados ao PCC gerou preocupações entre os membros da AOPM, com alguns expressando receio sobre a segurança e o acesso de certos convidados às festas e colônias da associação.
Pereira Martins não foi alvo da Operação Janus, e não há indícios específicos de que ele tenha cometido práticas ilícitas. As investigações continuam, e o espaço permanece aberto para novas informações.
Com informações de metropoles.com.









