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Coronel da PM é acusado de facilitar acesso do PCC à corporação

Um relatório da Polícia Federal revela que o coronel da reserva Luiz Carlos Pereira Martins mantém uma relação próxima com Cléber Azevedo dos Santos, suposto operador do PCC, evidenciando possíveis conexões entre ele e práticas de corrupção na Polícia Militar de São Paulo.

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Reprodução/Instagram

Um coronel da reserva, Luiz Carlos Pereira Martins, está no centro de uma investigação que envolve alegações de facilitar o acesso de integrantes do PCC à Polícia Militar de São Paulo. Um relatório da Polícia Federal sugere que Martins “parece abrir portas” para Cléber Azevedo dos Santos e seu grupo criminoso. Ambos foram presos na Operação Janus, que aborda atividades suspeitas de lavagem de dinheiro e corrupção de policiais.

O documento classifica o coronel como “grande amigo” de Cléber e de Robson Martins de Souza, que também foi preso. O relatório, que é baseado em mensagens trocadas e outros documentos, destaca a relação próxima entre os envolvidos, mencionando convites para festas e reuniões.

“O coronel é grande amigo de Cléber e Robson e com eles fez viagens, sendo, por si só, fato que chama muito a atenção”, menciona a Delegacia de Repressão à Corrupção e aos Crimes Financeiros.

Além disso, a análise da PF incluiu o exame de possíveis pagamentos a oficiais da PM, mas o relatório não encontrou evidências suficientes para confirmar essa hipótese até a sua conclusão, em novembro de 2024.

Relações e atros

Uma das interações notáveis ocorreu quando Pereira Martins convidou Cléber para uma saída em um local conhecido na região, mencionando que levaria outros oficiais. Cléber, embora recusando o convite por já ter um compromisso, agradeceu e mencionou que não faltariam oportunidades futuras. Outras mensagens revelam um padrão de convites entre os envolvidos para eventos sociais e viagens.

A PF também documentou que o coronel possibilitava o acesso de seus amigos a colônias de oficiais da PM, o que pode levantar questionamentos sobre as reservas, embora não se tenha provado irregularidade até agora.

As interações entre Martins e o grupo foram frequentemente celebradas em redes sociais, com registros de confraternizações em família. Cléber e Robson estavam incluídos em um grupo de WhatsApp criado pela esposa do coronel, onde se discutiam assuntos pessoais e festas.

Strutura do crime

A Operação Janus resultou na prisão de Cléber e Robson, assim como de outros envolvidos, que são acusados de operar uma estrutura clandestina de movimentação de dinheiro para integrantes do PCC. Os promotores alegam que o grupo operava como um “banco” para a facção criminosa.

Mesmo com as evidências apuradas, Pereira Martins não faz parte das prisões e não foi acusado de envolvimento direto com as atividades ilegais, segundo o relatório. A PF, entretanto, identifica uma conexão forte entre ele e os investigados, relatando anos de interações que incluem viagens e encontros frequentes.

As instituições de segurança pública foram contatadas sobre o caso e afirmaram não compactuar com comportamentos inadequados, prometendo investigar as alegações levantadas.

Com informações de metropoles.com.

TAGS: Segurança

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Advogado, autor, professor e palestrante focado na transformação digital da sociedade. Especializado em Direito Civil e atuante no Direito Digital e Empresarial.

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