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Chefe de comércio dos EUA apoia tarifas para garantir igualdade econômica

Os Estados Unidos impuseram tarifas de 10% a 12,5% a 60 países, incluindo o Brasil, visando combater produtos feitos com trabalho forçado e garantir condições comerciais equitativas. A medida resulta de uma investigação que identificou falhas legislativas na proteção contra essa prática.

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Reprodução/Metrópoles

O representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que as tarifas aplicadas a 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, visam a “garantir que nossos trabalhadores e empresas possam competir em condições equitativas”. Ele destacou que, após investigações, poucos países possuem leis adequadas para proibir a exportação de produtos feitos com trabalho forçado, e mesmo essas legislações não são devidamente aplicadas.

“Se estivermos exportando para a Austrália ou algum outro lugar onde seja permitida a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado, vamos garantir que haja condições equitativas”, disse em entrevista.

Greer também ressaltou que o presidente dos EUA, Donald Trump, está combatendo práticas comerciais desleais para aumentar a competitividade dos trabalhadores americanos.

Tarifas já em vigor

As novas tarifas, que variam de 10% a 12,5%, começaram a ser aplicadas no dia 24 de julho. A medida foi adotada após uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, que identificou que cerca de 80 países não implementavam mecanismos eficazes para combater o trabalho forçado em suas cadeias produtivas.

A investigação se baseou na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, um instrumento utilizado pelos EUA para investigar e responder a práticas consideradas injustas no comércio internacional. O Brasil foi classificado entre os países que não possuem ou não aplicam de forma efetiva proibições à importação de bens gerados por trabalho forçado, resultando na tarifa mais alta de 12,5%.

Com informações de metropoles.com.

TAGS: Segurança

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Advogado, autor, professor e palestrante focado na transformação digital da sociedade. Especializado em Direito Civil e atuante no Direito Digital e Empresarial.

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