A taxa de vacância dos escritórios de alto padrão em São Paulo fechou o segundo trimestre de 2026 em 13,1%, o que representa a menor média em 17 anos. Os dados, provenientes de uma pesquisa da JLL, apontam para uma queda contínua nesse índice, indicando uma mudança significativa no mercado imobiliário da capital paulista, com a diminuição da oferta de grandes espaços e a elevação nos preços de aluguel.
De acordo com a JLL, a escassez de lajes corporativas acima de 10 mil m² acentua a situação. O número de edifícios disponíveis nesse formato caiu drasticamente desde o primeiro trimestre de 2024, afetando áreas nobres da cidade, como Faria Lima e Paulista, onde não há mais opções desse tamanho.
Yara Matsuyama, Diretora de Locações da JLL, destaca que as empresas que buscam esses espaços estão encontrando dificuldades devido à queda nos edifícios disponíveis, que passou de 17 para apenas 7. Essa situação tem forçado os ocupantes a procurarem alternativas para atender às suas demandas.
O segundo trimestre também registrou que o preço médio do aluguel para um escritório de alto padrão chegou a R$ 126 por m², refletindo um aumento de 6,7% em relação ao trimestre anterior e 13,7% se comparado ao mesmo período do ano passado. Desde 2024, a valorização acumulada nesse segmento atinge 32,7%.
Regiões com Baixa Vacância
Alguns bairros de São Paulo apresentaram vacância abaixo da média. A região da Paulista, por exemplo, conta com uma taxa de ocupação de 97,2%, enquanto a Avenida Rebouças, em Pinheiros, mantém uma vacância de 0% pelo segundo trimestre consecutivo. David Aguiar, analista da JLL, acredita que essa baixa taxa deve se manter na Rebouças, pois todo o novo estoque que está por vir já está pré-locado. Não há previsão de novos empreendimentos de alto padrão na Paulista em breve.
Aceleração na Demanda por Escritórios
No segundo trimestre, a absorção bruta atingiu 180 mil m², enquanto a absorção líquida foi de 63 mil m². Em 2026, os totais acumulados chegam a 336 mil m² e 153 mil m², correspondendo a 48% da absorção bruta estimada para o ano. O novo estoque entregue no período totalizou 53 mil m², com destaque para o Biosquare e o Éden Corporate.
Esse foi o oitavo trimestre seguido com transações superiores a 10 mil m², evidenciando um mercado cada vez mais ativo.
Principais Locações
As maiores locações do trimestre incluem:
- 11,2 mil m² fechados pela Claro na Chucri Zaidan
- 9 mil m² da Braskem na Chácara Santo Antônio
- 4,5 mil m² do BTG Pactual na Nova Faria Lima
No segmento de compra e venda, os fundos de investimento imobiliário se destacam, com transações relevantes como a aquisição da EZ Towers pela XP Investimentos e do OF Oscar Freire Office pela Tishman Speyer.
Com informações de forbes.com.br.







