O tenente Ronickson Pimentel dos Santos, das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), que sofreu um grave ferimento ao ser baleado na cabeça em um atentado, esteve envolvido em uma operação policial que resultou na morte de um membro importante do Primeiro Comando da Capital (PCC), dois anos antes do ataque que o atingiu.
A ação ocorreu na madrugada de 22 de maio de 2024, na Avenida do Estado, na zona sul de São Paulo. Márcio Silva de Oliveira, conhecido como Fatioli, havia saído de uma reunião com integrantes do PCC em Heliópolis e estava sendo monitorado por equipes da Rota.
Durante o confronto, o tenente liderou a viatura que se aproximou do veículo ocupado por Fatioli e outro homem, Lucas Rodrigues Gomes Chaves. De acordo com o depoimento do oficial, ele disparou quatro vezes com um fuzil calibre 7,62. Ambos os ocupantes foram atingidos e, posteriormente, faleceram em hospitais da região.
A investigação ainda analisa uma possível ligação entre esta ocorrência e o atentado contra o tenente. Embora não haja confirmação de que Pimentel tenha sido atacado como retaliação, essa linha é considerada pelos investigadores.
Fatioli era identificado como uma figura proeminente no PCC, responsável pelo tráfico de drogas, especialmente na área conhecida como Cracolândia. Informações do setor de inteligência da Rota indicavam que ele estava transportando armamento em um Peugeot 308 branco.
A perseguição ao veículo começou na Avenida das Juntas Provisórias e durou cerca de um quilômetro, terminando na Avenida do Estado. Os policiais alegam que os ocupantes do carro abriram fogo ao se aproximarem, levando à reação da equipe. O confronto resultou em disparos não apenas do tenente, mas de outros policiais presentes.
Fatioli foi encontrado com uma pistola, enquanto Lucas estava armado com um revólver. No porta-malas do carro, foi localizado um fuzil escondido em uma mochila, além de munições e um colete balístico. Ambos foram levados aos hospitais, mas não sobreviveram.
A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da ação, enquanto as armas usadas pelos policiais e dos ocupantes foram apreendidas. Contudo, não existem registros audiovisuais do confronto, já que as câmeras corporais dos policiais estavam descarregadas no momento da operação.
O contexto da morte de Fatioli é examinado sob a ótica das potenciais motivações para o ataque ao tenente. As investigações estão considerando se integrantes do PCC identificaram Pimentel como um dos responsáveis pela morte de seu membro. Entretanto, até o momento, não há evidências conclusivas que comprovem uma ordem de vingança ligada a essa morte.
Recentemente, denúncias indicaram que membros do PCC planejavam resgatar presos investigados em São Caetano do Sul, utilizando armamentos pesados. A Justiça já autorizou a transferência de alguns destes presos para garantirem sua segurança, em resposta ao risco iminente.
Por fim, o principal suspeito do ataque ao tenente, Hércules da Costa Siqueira, ainda está foragido, e recompensas estão sendo oferecidas para informações que levem à sua captura.
Com informações de metropoles.com.







