Belo Horizonte — A Polícia Militar de Minas Gerais informou que o 3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, detido sob suspeita de ter assassinado a esposa, a capitã Michele Leão Azevedo, poderá ser expulso da corporação caso sua responsabilidade criminal seja comprovada ao término do processo. A declaração foi feita pelo porta-voz da instituição, capitão Rafael Veríssimo, durante o velório da oficial.
O capitão explicou que a polícia agiu rapidamente após ser notificada pelo Hospital Odilon Behrens, resultando na prisão em flagrante do militar, que permanece detido por determinação judicial.
“A Polícia Militar enfrenta diariamente o feminicídio, e quando um caso como esse ocorre, lamentável e repugnante, precisamos tomar medidas fortes, cortando na própria carne”, destacou Veríssimo.
Segundo ele, a PM não possui autoridade para julgar ou condenar o suspeito, mas havia elementos suficientes para a prisão imediata. Através da colaboração com a Polícia Civil, Ministério Público e Poder Judiciário, os fatos serão esclarecidos e a responsabilização penal será estabelecida.
O sargento segue recolhido no sistema prisional militar, e a audiência de custódia realizada recentemente converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, o que significa que ele continuará preso enquanto a investigação e o processo criminal estão em andamento.
Na esfera administrativa, a conduta do sargento pode levar à sua exclusão da corporação. Veríssimo enfatizou que crimes, especialmente os de natureza violenta como este, têm consequências também no âmbito da corporação e podem resultar na expulsão do militar.
“Atos criminosos comprovados após o devido processo legal repercutem administrativamente e podem levar à exclusão da PMMG”, afirmou.
O porta-voz demonstrou sua tristeza com a morte da capitã, ressaltando seu impacto entre os colegas de farda.
“É uma perda profunda. A Polícia Militar está tomando medidas para apoiar a família e lidar com a situação. A prisões aconteceram assim que fomos informados pelo hospital. Remanejamos recursos e adotamos todas as providências legais necessárias”, afirmou.
Sobre o caso
A capitã Michele Leão Azevedo, de 41 anos, chegou sem vida ao Hospital Odilon Behrens, no dia 20 de julho, levada pelo próprio marido, o 3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos. Informações da Polícia Civil indicam que a vítima apresentava múltiplas lesões no corpo, incluindo traumatismo craniano e marcas de agressões, o que fundamentou a prisão por feminicídio.
Em seu depoimento, o sargento alegou que o casal havia consumido álcool e ecstasy e que Michele teria caído durante uma prática sexual consensual. No entanto, essa versão é contestada pelos elementos já coletados na investigação.
A situação do sargento se agrava ainda mais, pois ele também é acusado de tráfico de drogas após ser flagrado descartando comprimidos de ecstasy em uma lixeira do hospital.
Com informações de metropoles.com.








