O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, se manifestou nesta quarta-feira, 22, sobre a nova tarifa de 25% que os Estados Unidos impuseram a diversos produtos brasileiros. Ele enfatizou que a reciprocidade adotada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva não deve ser confundida com vingança, mas sim vista como uma ferramenta que pode ser utilizada quando considerado adequado.
Em entrevista à Bandeirantes FM, Rosa destacou que a reciprocidade é distinta de retaliação. Uma resposta do Brasil deve ser pensada com cautela, de forma a “ferir o adversário, não apenas irritá-lo”, para que não prejudique o processo de negociação. “O instrumento da reciprocidade está à nossa disposição”, acrescentou.
O ministro ressaltou a importância de avaliar quais medidas poderiam ser tomadas para que a reciprocidade não cause mais prejuízos ao Brasil do que aos EUA. Ele foi enfático ao afirmar que, apesar das dificuldades nas negociações, resultantes de fatores ideológicos da administração Trump, o Brasil continuará buscando reverter a imposição das tarifas.
A nova tarifa comercial, que entrou em vigor hoje, atinge bilhões de dólares em exportações brasileiras e provoca um aumento nas tensões comerciais entre os dois países. Rosa observou que, se as questões fossem estritamente econômicas, um consenso seria mais fácil de alcançar. Contudo, segundo ele, os aspectos ideológicos e políticos influenciam diretamente essa relação.
Embora considere a nova tarifa como uma sanção injusta, o ministro reafirmou o compromisso do Brasil em permanecer nas negociações na busca por soluções viáveis.
Com informações de forbes.com.br.








