O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República, fez críticas às urnas eletrônicas brasileiras durante uma reunião com diplomatas nesta terça-feira (21). Ele reiterou acusações antes refutadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mencionando que as urnas do Brasil teriam ligação com a empresa venezuelana Smartmatic e insinuando que documentos da CIA revelariam um plano de fraude nas eleições da Venezuela em 2012.
Durante sua fala, Flávio afirmou: “Há uma denúncia por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processo eleitoral eletrônico, em especial na Venezuela, com indícios de vulnerabilidades no sistema e uma suposta programação para alterar os resultados nas eleições de 2010.”
Entretanto, o TSE já desmentiu essas alegações, esclarecendo em nota que não utiliza urnas eletrônicas da Smartmatic. A instituição ressaltou que todo o sistema de votação é desenvolvido e gerido exclusivamente pela Justiça Eleitoral brasileira. A nota ainda afirma que a empresa apenas prestou serviços de treinamento e suporte técnico para as urnas.
Flávio discorreu para representantes de cerca de 50 países sobre a importância de enviar mais observadores eleitorais para as eleições brasileiras, reforçando que seu pedido não deve ser interpretado como uma contestação ao sistema de votação. “Quero que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis”, pediu ele.
A Smartmatic, conforme o TSE, já prestou serviços de conexão de dados e voz, mas perdeu a licitação para a fabricação de urnas eletrônicas em 2020 para outra empresa. O tribunal destacou que as especulações envolvendo a Smartmatic e as urnas brasileiras são infundadas.
Com informações de g1.globo.com.







