Analistas do Itaú BBA revisaram suas previsões para a Moura Dubeux (MDNE3), aumentando o otimismo em relação às ações da empresa. Eles destacam uma execução mais robusta e um valuation interessante, com múltiplos de 3,8 vezes o lucro projetado para este ano e 3,2 vezes o do próximo.
A recomendação de compra se mantém, com um pequeno ajuste no preço-alvo. O BBA agora projeta um valor de R$ 44 por ação, o que representaria uma alta de cerca de 78% em relação à cotação atual dos papéis MDNE3.
Apesar de um cenário macroeconômico desafiador para o mercado imobiliário de média e alta renda, o analista Elvis Credendio acredita que a Moura Dubeux tem um modelo de negócios resiliente. Ele menciona que um retorno total ao acionista de 48% ao ano nos próximos dois anos deve compor uma boa compensação para investidores que esperam resultados.
A atualização das projeções ocorreu após um encontro com o CFO e o diretor de Relações com Investidores da Moura Dubeux, onde foram abordadas as perspectivas operacionais e financeiras da companhia pós-2T26.
Dentre os fatores considerados pelo BBA estão:
- Resultados melhores que o esperado no primeiro trimestre de 2026;
- Desempenho de vendas sólido no segundo trimestre;
- Expansão do pipeline de lançamentos do programa Minha Casa Minha Vida para R$ 2 bilhões em 2027;
- Ajuste na taxa de custo de capital próprio para 17,2%, refletindo novas expectativas em relação a juros e inflação.
Essas mudanças resultaram em uma elevação nas estimativas de lucro da Moura Dubeux em 6% para 2026 e 4% para 2027. Para este ano, espera-se um lucro líquido ajustado de R$ 637 milhões, com uma projeção de R$ 681 milhões para o ano seguinte.
Credendio ainda aponta que o mercado no Nordeste, especialmente em Recife, tem se mostrado mais favorável com menos concorrência. Enquanto o mercado de São Paulo experimenta um crescimento acentuado de lançamentos, o mercado nordestino permanece estável, com estoques controlados.
A gestão da Moura Dubeux também informou que continua focada em projetos de condomínios sob medida e que houve aquisições de terrenos a condições atraentes, com alguns lotes adquiridos a preços baixos em relação ao Potencial de Vendas.
Projeções do Itaú BBA para 2026
- Lançamentos (a pagar/stake): R$ 4,776 bilhões (alta de 2% em relação à estimativa anterior);
- Vendas líquidas (a pagar/stake): R$ 4,034 bilhões (alta de 8%);
- Receita líquida: R$ 2,745 bilhões (queda de 5% em relação à estimativa anterior);
- Lucro bruto: R$ 1,091 bilhão (-2%);
- Margem bruta: 38,6% (105 bps acima da estimativa anterior);
- Margem bruta ajustada: 39,8% (90 bps acima);
- Margem líquida: 23,2% (230 bps acima);
- Lucro líquido: R$ 637 milhões (+6%);
- EBIT (EBT): R$ 709 milhões (+5%);
- ROE: 27,4% (155 bps acima da estimativa anterior);
- Dívida líquida/Patrimônio líquido: 5,7%;
- FCF (geração/queima de caixa): -R$ 113 milhões (melhora de 19% em relação à estimativa anterior);
- P/L: 4,0x;
- P/L ajustado (ex-dividendos): 3,8x;
- P/TBV: 1,1x.
Na bolsa, as ações da Moura Dubeux apresentavam uma alta de 1,94% nesta segunda-feira (20), cotadas a R$ 25,22. Nos últimos 12 meses, os papéis acumularam uma valorização de 25%.
Com informações de forbes.com.br.









