A WTA, organização responsável pelo circuito feminino de tênis, anunciou uma nova exigência para as competidoras: a realização de um teste genético focado no gene SRY. Essa mudança na política de elegibilidade foi confirmada no último domingo e começará a valer nesta terça-feira (21).
Como funciona o teste do gene SRY
O teste, que precisa ser feito apenas uma vez durante a carreira da atleta, identifica a presença do gene SRY, essencial para a definição do sexo biológico. A WTA informa que o exame pode ser realizado por meio de esfregaço bucal ou exame de sangue. A triagem das jogadoras começará em 2026.
Um porta-voz da WTA explicou que “a elegibilidade para participar dos torneios será confirmada por meio deste teste único e obrigatório para o gene SRY”, adicionando que todo o processo seguirá diretrizes de confidencialidade e proteção de dados, juntamente com um programa de engajamento com as jogadoras.
O que mudou em relação à regra anterior
A política anterior permitia que mulheres transgênero competissem caso declarassem seu gênero como feminino e mantivessem níveis de testosterona reduzidos por dois anos antes das competições. Atualmente, não há tenistas transgênero registradas em atividade no tênis profissional.
O porta-voz da WTA destacou a intenção da organização em abordar o tema de forma respeitosa, reconhecendo sua complexidade e sensibilidade.
Uma divisão antiga no esporte feminino
A tenista transgênero Renee Richards foi uma das pioneiras no circuito feminino entre 1977 e 1981 e, posteriormente, tornou-se treinadora de Martina Navratilova. Richards, assim como outras figuras importantes do esporte, já se posicionaram sobre a inclusão de atletas trans, gerando debates sobre equidade e justiça nas competições. Personalidades como Aryna Sabalenka e Billie Jean King também manifestaram opiniões divergentes sobre o assunto.
Outras federações já adotaram medidas semelhantes
Organizações como a World Athletics e a World Boxing implementaram processos de teste genético semelhantes nos últimos anos. Além disso, o Comitê Olímpico Internacional decidiu que apenas atletas biologicamente do sexo feminino poderão competir nas provas femininas durante os Jogos Olímpicos, com base em critérios definidos por testes específicos.
Grupos de defesa dos direitos de pessoas trans argumentam que a exclusão de atletas trans é discriminatória, enquanto críticos afirmam que as vantagens físicas obtidas durante a puberdade masculina não são completamente neutralizadas pela transição de gênero.
Com informações de forbes.com.br.








