Boletim Focus apresentado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central mostrou a terceira queda consecutiva na projeção de inflação para 2026. Os economistas que participaram da pesquisa reduziram a expectativa do IPCA de 5,16% para 5,15%, uma diminuição de apenas 0,01 ponto percentual, bem abaixo do recuo de 0,14 ponto anterior.
Apesar da tendência de revisão para baixo, a inflação prevista continua acima do teto da meta oficial, que é de 3%, com uma faixa de tolerância de 1,5 ponto percentual. Mesmo com três semanas seguidas de recuos, a estimativa permanece acima do nível máximo de 4,50%.
Para os anos seguintes, as expectativas foram misturadas. A previsão para 2027 ficou inalterada em 4,20%, enquanto para 2028, subiu de 3,70% para 3,78%. Esta é a primeira alta nas projeções para 2028 e indica que o retorno à meta ainda está distante.
Atividade econômica sem mudanças
As expectativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) também não apresentaram alterações: 1,99% para 2026 e 1,65% para 2027. A estabilidade nas projeções, apesar das revisões na inflação, sugere que os analistas não veem, a curto prazo, uma ligação entre a variação dos preços e a atividade econômica.
Juros: cenário de corte gradual se mantém
Na política monetária, as expectativas continuam sem grandes mudanças. A projeção para a Selic ao final de 2026 permanece em 14%, enquanto para 2027, a expectativa é de 12%. Atualmente, a taxa básica está em 14,25%, e os analistas acreditam em um corte de 0,25 ponto percentual na reunião de agosto, o que poderia levar a Selic para 14% em breve.
A complementariedade das previsões de juros e a moderação na queda da inflação projetada reforçam a ideia de que o mercado está adotando uma postura cautelosa em relação aos ajustes monetários, sem indicar cortes mais acentuados no curto prazo.
Com informações de forbes.com.br.









