O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF tomou a decisão de suspender as consultas no ambulatório de reumatologia. A medida foi motivada pela falta de médicos disponíveis para atender a demanda da população. O Instituto de Gestão Estratégica em Saúde do DF (Iges-DF) confirmou essa suspensão.
De acordo com informações do Iges-DF, a reorganização do atendimento com reumatologistas foi necessária em função de afastamentos definitivos e temporários de profissionais da área, o que comprometeu o quadro de funcionários.
Atualmente, apenas pacientes com doenças imunomediadas complexas, como lúpus, vasculites, artrite reumatoide e espondiloartrites, estão recebendo atendimento no hospital.
Pacientes em fila à espera de atendimento
A cada dia, o número de pessoas na fila para consultas com reumatologistas continua a crescer. Até julho, aproximadamente 3,7 mil pessoas aguardavam por atendimento, segundo o levantamento do Ministério Público do DF.
Rosilda da Cunha, de 57 anos, é uma dessas pacientes. Ela relatou que a última consulta realizada no Hospital de Base foi há quase um ano e, desde então, não conseguiu um retorno. Rosilda, diagnosticada com fibromialgia, sente dores constantes.
“Meu retorno estava marcado para dezembro, mas fui informada de que não estão mais atendendo pacientes de fibromialgia. O atendimento para fibromialgia foi cancelado”, disse.
O acompanhamento com reumatologista é crucial para Rosilda, que recentemente passou por uma cirurgia. Os médicos que a operaram na Rede Sarah ressaltaram a necessidade de acompanhamento, e ela teme perder a vaga por causa da falta de atendimento na especialidade.
“Voltarei ao médico, mas estou sem informações. O que ouvi é que é preciso desse acompanhamento, e estou preocupada em perder meu tratamento”, lamentou.
Atualmente, o Hospital de Base conta com apenas 15 médicos reumatologistas, incluindo a chefia do setor. O Iges informou que está trabalhando para aumentar a carga horária da especialidade e, assim, ampliar gradualmente a oferta de consultas.
Outras especialidades afetadas
Além da reumatologia, outras áreas também enfrentam desafios. Segundo dados do Mapa Social do MPDFT, 3.185 pessoas aguardam por consultas em psiquiatria, e o tempo de espera ultrapassa 90 dias. Na oftalmologia, a situação é ainda mais crítica, com 13.898 pessoas à espera de atendimento.
O Iges possui 32 médicos psiquiatras, com a maioria atuando no Hospital de Base, e 30 profissionais na área de oftalmologia, com 28 deles no mesmo hospital. Informações recentes indicam que as filas dessas especialidades são geridas pelo complexo regulador da Secretaria de Saúde do DF, e o Iges não é responsável pela gestão dessas filas.
Para melhorar a oferta de serviços, o Iges informou que finalizou a seleção de dez novos psicólogos e está tomando providências para lançar novos processos seletivos conforme as necessidades e a disponibilidade orçamentária.
Com informações de metropoles.com.








