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Analistas afirmam que tarifas dos EUA terão impacto limitado no Brasil

O governo americano anunciou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, afetando mais de US$ 11 bilhões em exportações, embora importantes commodities, como carne e café, estejam isentas. O Brasil poderá tomar medidas retaliatórias, mas o impacto econômico deve ser limitado.

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Reprodução/Forbes Money | Forbes Brasil

Na noite de quarta-feira (15), o governo dos Estados Unidos anunciou uma tarifa extra de 25% sobre produtos brasileiros, que entra em vigor a partir de 22 de julho. Essa decisão é resultado de uma investigação da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, iniciada em julho de 2025, que identificou práticas brasileiras relacionadas a comércio digital, pagamentos eletrônicos como o Pix, tarifas preferenciais para outros países, entre outros tópicos, como “irrazoáveis ou discriminatórias” ao comércio americano.

Essa medida coloca o Brasil em um grupo restrito, dificultando o acesso ao mercado norte-americano e podendo impactar mais de US$ 11 bilhões em exportações, conforme dados da Amcham Brasil.

Exceções à Tarifa

Apesar do impacto, diversas isenções foram anunciadas. O United States Trade Representative (USTR) excluiu categorias importantes da pauta de exportação brasileira, como carne, café, laranja, suco de laranja, partes para aviões, minérios, fertilizantes, além de produtos como hidróxido de alumínio e mel orgânico. Porém, produtos como etanol, máquinas, calçados e vestuário (com exceção de roupas usadas) permanecem sujeitos à tarifa.

Uma nova investigação sobre trabalho forçado envolvendo quase 90 países, inclusive o Brasil, também está sendo conduzida pelo USTR, podendo resultar em uma tarifa adicional de 12,5%, que somada aos 25% já projetados, poderia aumentar a carga total para até 37,5%. Este processo ainda está em andamento.

As Relações entre Lula e Trump

As negociações se dão em um contexto onde o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Donald Trump se reuniram em maio, gerando propostas de um grupo de trabalho bilateral. Entretanto, a finalização da investigação ocorreu antes do término do prazo acordado. O governo brasileiro já indicou a possibilidade de acionar a Lei da Reciprocidade para avaliar possíveis retaliações.

Inicialmente, os analistas avaliam que o impacto será limitado. Felipe Sant’Anna, da Axia Investing, destaca que a tarifa afeta apenas uma parte do total exportado pelo Brasil, já que os principais produtos exportados, como carne e suco de laranja, estão isentos.

Sem Efeitos Diretos na Economia

A análise da Axia indica que a principal preocupação neste momento é política, e uma retaliação do governo brasileiro não é vista como provável antes das eleições de 2026. O funcionamento do mercado, até o momento, não apresenta grandes sinais de aversão ao risco. Já para a macroeconomia, Étore Sanchez, da Ativa Investimentos, acredita que os produtos mais impactados têm um peso pequeno nas exportações, o que limita o impacto no PIB. Além disso, os efeitos sobre a inflação tendem a se equilibrar.

De acordo com a Amcham Brasil, essa decisão pode agravar a retração do comércio bilateral, que já apresenta uma queda de 13% neste ano. As tarifas podem reduzir a participação dos EUA no comércio exterior brasileiro, mesmo com o superávit comercial dos americanos, que em 2025 chega a US$ 41,8 bilhões.

Com informações de forbes.com.br.

TAGS: Segurança

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Advogado, autor, professor e palestrante focado na transformação digital da sociedade. Especializado em Direito Civil e atuante no Direito Digital e Empresarial.

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