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BCE alerta para riscos de inflação e adota tom cauteloso

Autoridades do Banco Central Europeu destacaram a necessidade de vigilância nas taxas de juros, mas não indicaram um aperto imediato na política monetária, já que os efeitos de segunda ordem da inflação ainda não se manifestaram.

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Reprodução/Forbes Money | Forbes Brasil

Na quarta-feira, autoridades do Banco Central Europeu (BCE) ressaltaram a importância de se manter vigilância na definição das taxas de juros, mas não propuseram uma política monetária mais rigorosa, já que os temidos efeitos de segunda ordem da inflação ainda não se manifestaram.

O BCE já elevou as taxas em junho e pondera realizar outro aumento ainda este ano. Contudo, os sinais atuais indicam que um segundo aumento não é uma urgência e pode não ocorrer em julho, apesar do recente aumento nos preços do petróleo.

No último dia antes do período de silêncio que antecede a reunião marcada para 23 de julho, o conselheiro Piero Cipollone e o presidente do banco central da Áustria, Martin Kocher, afirmaram que não há indícios de efeitos de segunda ordem.

Embora o BCE tenha limites em ações que possam impactar a alta dos preços do petróleo, a política de juros pode ajudar a evitar que os reflexos do choque inflacionário se espalhem pela economia, elevando as expectativas de inflação e gerando pedidos de aumento salarial excessivos.

Kocher comentou a situação, destacando que o banco está atento aos efeitos indiretos nos preços decorrentes da guerra no Oriente Médio e a possíveis efeitos secundários. Ele também ressaltou a necessidade de alinhar a política monetária às expectativas de inflação.

Cipollone, em entrevista, expressou a mesma ideia, mencionando que até o momento não foi identificado um aumento preocupante nas expectativas de preços ou nas solicitações salariais.

Os mercados já ajustaram as suas expectativas, retirando a probabilidade de um aumento em julho, especialmente após a queda dos preços do petróleo neste mês. Atualmente, a chance de alta na próxima semana é considerada de uma em cinco, mesmo com os preços do petróleo superando a marca de US$ 85 o barril.

Entretanto, os investidores projetam mais dois aumentos nas taxas até o meio do próximo ano, com a alta em setembro já sendo considerada como uma certeza nos cálculos de mercado.

O presidente do banco central da Alemanha, Joachim Nagel, reforçou que a escalada do conflito no Oriente Médio e o aumento dos preços do petróleo deixam a situação econômica em alta volatilidade e incerteza. “Devemos agir com cautela, mas também com determinação, se necessário”, afirmou, reiterando que a política monetária seguirá atenta.

Com informações de forbes.com.br.

TAGS: Segurança

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Advogado, autor, professor e palestrante focado na transformação digital da sociedade. Especializado em Direito Civil e atuante no Direito Digital e Empresarial.

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