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Produtos saudáveis estão moldando o futuro do setor imobiliário

Projeções indicam que o setor de saúde nos EUA pode atingir US$ 8,6 trilhões até 2033, impulsionado por mudanças demográficas e crescente demanda por ambientes saudáveis, levando à adoção de materiais não tóxicos em construções e renovação de imóveis.

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Reprodução/Jennifer Hughes

O setor de saúde nos Estados Unidos deve alcançar US$ 8,6 trilhões (equivalente a R$ 43 trilhões) até 2033, representando 20% da economia do país. Essa projeção reflete mudanças demográficas e uma nova percepção sobre saúde e longevidade, além do reconhecimento do papel do ambiente construído na saúde das pessoas.

Doenças relacionadas a mofo e umidade geram um custo significativo à economia, somando cerca de US$ 5,6 bilhões (R$ 28,5 bilhões) por ano. Os gastos médicos para tratamento de asma causada por fungos em residências superam US$ 3,6 bilhões (R$ 18,2 bilhões) anualmente. Também é importante considerar que produtos comuns podem liberar compostos orgânicos voláteis, os COVs, que podem afetar a saúde.

Outro aspecto relevante na gestão da saúde ambiental diz respeito à exposição a campos eletromagnéticos. A adoção de casas inteligentes, com dispositivos conectados, traz desafios adicionais para minimizar a radiação eletromagnética, que pode estar relacionada a problemas de sono e fadiga.

Para levar uma vida mais saudável, os proprietários estão buscando informações e, muitas vezes, auxiliando a educar construtores e arquitetos, que já começam a atender essa nova demanda.

Demanda por Produtos Saudáveis

O aumento do número de pessoas afetadas por problemas de saúde decorrentes de elementos presentes em suas residências tem gerado uma forte exigência por transparência quanto aos materiais utilizados na construção. Isso resulta em um afastamento de produtos tradicionais, como espuma expansiva e pisos de PVC, dando espaço a novas alternativas.

O período pós-pandemia acentuou a preocupação da população com a qualidade do ar interno, levando à busca por sistemas de ventilação mais eficientes e filtros de ar inteligentes. Além disso, o uso de materiais mais naturais e respiráveis, como isolamento de lã e tintas com baixo teor de COVs, está em alta.

Uma pesquisa indica que saúde e bem-estar estão no topo da lista de prioridades para 84% dos consumidores na hora de escolher imóveis. Eles procuram maneiras de melhorar a qualidade de vida, como um sono melhor e ambientes que promovam bem-estar físico, mental e emocional.

O desejo por janelas com melhor desempenho, sistemas de filtragem de água e espaços ao ar livre está se tornando comum entre os compradores. Além disso, um design voltado para o bem-estar pode não ter um impacto financeiro significativo, pois muitos atributos podem ser incorporados facilmente.

A disposição para investir em recursos que melhorem a saúde das residências também aumentou, com 27% dos compradores prontos para pagar entre US$ 5 mil a US$ 10 mil (R$ 25,4 mil a R$ 50,8 mil) adicionais na compra. Outros 23% estariam dispostos a gastar ainda mais por melhorias que garantam menos custos de manutenção e melhor qualidade de vida.

A Demanda por Insumos Sustentáveis

Apesar do interesse por produtos saudáveis, a procura é, em sua maioria, voltada para imóveis de alto padrão. Um especialista aponta que o conceito de saúde e bem-estar, fora de ambientes como hospitais, ainda não ganhou muita força entre os empreendimentos mais comuns.

A conectividade residencial com dispositivos vestíveis ainda não se consolidou, e as empresas do setor de construção precisam de motivação financeira para avançar nessas inovações. O foco nas cozinhas e banheiros, com o desenvolvimento de tecnologias que promovam bem-estar, também está em expansão, mas a transição para um mercado mais saudável ainda é um desafio.

A Prática no Mercado Imobiliário

Em algumas regiões, como a Flórida, especialistas em negócios imobiliários estão colaborando com construtoras para melhorar a qualidade de vida nos edifícios. Eles buscam inovações que considerem as necessidades de saúde dos moradores, adotando práticas que vão além do simples apelo visual.

Projetos que implementam melhores sistemas estruturais, com escolhas de materiais que respeitem a saúde e o meio ambiente, têm ganhado destaque. O foco em acabamentos com baixo teor de COVs e sistemas de filtragem de água são exemplos de como construir de maneira mais saudável.

Embora a mudança no setor esteja prevista, a adoção maciça de produtos não-tóxicos deve, antes, passar por melhorias na logística e na originação de matérias-primas. Alguns marketplaces estão trabalhando para modernizar a economia florestal e minimizar o desperdício, aproveitando materiais que poderiam suprir a demanda no setor.

O Futuro dos Produtos Saudáveis

A evolução no mercado imobiliário está sendo impulsionada por produtos não-tóxicos, que prometem se tornar cada vez mais relevantes. Estima-se que o segmento de imóveis voltados para a saúde deve ultrapassar os US$ 1,8 trilhão (R$ 9,1 trilhões) até 2030, algo que promete orientar os investimentos das construtoras.

Além disso, novas regulamentações e agências de classificação estão surgindo para medir a qualidade dos materiais utilizados na construção. Essa nova direção traz consigo expectativas de que, no longo prazo, a combinação de tecnologia e design sustentável moldará um futuro mais saudável e seguro no setor imobiliário.

Com informações de forbes.com.br.

TAGS: Segurança

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Advogado, autor, professor e palestrante focado na transformação digital da sociedade. Especializado em Direito Civil e atuante no Direito Digital e Empresarial.

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