O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desistiu de sua proposta de implementar uma taxa de 20% sobre o tráfego no Estreito de Ormuz, um importante canal para a navegação marítima no contexto da tensão com o Irã. Em vez disso, Trump anunciou nesta terça-feira (14) sua intenção de buscar acordos de investimento com países do Golfo Pérsico.
O retorno das forças norte-americanas a uma série de ataques se deu após o Irã fechar o estreito, levando Trump a restabelecer um bloqueio na navegação iraniana, além de sugerir a taxa. Contudo, pouco antes da implementação da medida, ele declarou que o estreito estaria aberto a todas as embarcações, exceto as iranianas.
“Baseado em conversas produtivas com líderes do Oriente Médio, decidi substituir a Taxa de Reembolso dos EUA por acordos comerciais e de investimento que os países do Golfo realizarão conosco”, afirmou Trump em um post na plataforma Truth Social.
Conflito em Alta
Em declarações anteriores na segunda-feira (13), Trump tinha previsto um ataque em grande escala ao Irã. Recentemente, informações indicaram que um projétil norte-americano teria atingido a administração da Ilha de Qeshm, enquanto outro explodiu perto de instalações essenciais na Ilha de Kish. O Irã respondeu com mísseis balísticos direcionados a uma base do Exército dos EUA na Jordânia.
Além disso, o Kuweit reportou a ativação de sirenes devido a alvos aéreos considerados hostis. A escalada dos ataques levanta questionamentos sobre a eficácia de um memorando de entendimento assinado no mês passado, que tinha como objetivo uma suspensão da guerra prejudicial ao abastecimento de energia global.
Reações ao Plano de Taxa
A proposta de taxação pelos EUA gerou forte reprovação, incluindo a oposição da agência de navegação da ONU, que afirmou não haver base legal para tal cobrança em canais de navegação internacional. A empresa de transporte Hapag-Lloyd considerou a medida “fundamentalmente errada”.
Trump revelou que não se mostrava a favor da ideia de taxa, especialmente após receber contatos de países que prefeririam investir nos EUA a pagar pela utilização do estreito. Porém, não ficou claro se os países do Golfo concordaram com alguma proposta específica, sendo que o presidente apenas mencionou que os investimentos seriam “ENORMES e benéficos para todos”.
Os preços do petróleo registraram uma alta de cerca de 2%, alcançando a máxima em um mês, resultado da restauração do bloqueio naval e das novas hostilidades entre os EUA e o Irã, o que intensificou as preocupações sobre a estabilidade do fornecimento de energia.
Antes do início dos conflitos, quase 20% do tráfego global de petróleo passava pelo estreito. A sua taxação representaria uma arrecadação de cerca de US$ 240 milhões diariamente.
Negociações em Andamento
Apesar da atual tensão, analistas acreditam que os conflitos ainda estão dentro de limites gerenciáveis, com ambas as partes buscando algum tipo de acordo pacífico. Todavia, a possibilidade de escalada não pode ser descartada.
As hostilidades estão sendo mal vistas pela população dos EUA, especialmente com a aproximação das eleições para o Congresso em novembro, onde muitos cidadãos se opõem aos custos da guerra. Desde fevereiro, o conflito menciona a atuação dos EUA e Israel contra o Irã, que tem provocado impactos significativos na região, afetando a vida de milhares de pessoas.
Recentemente, Líbano e Israel retomaram negociações em Roma, visando um acordo mediado pelos EUA para a retirada das tropas israelenses do sul do Líbano.
Com informações de forbes.com.br.









