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Fed reafirma autonomia do Banco Central diante de pressões de Trump

O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou que manterá a independência do banco central diante de pressões do presidente Donald Trump, destacando que sua prioridade é controlar a inflação e evitar políticas partidárias dentro da instituição.

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Reprodução/Forbes Money | Forbes Brasil

O presidente do Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos, Kevin Warsh, afirmou nesta terça-feira que está preparado para “fazer seu trabalho” independentemente de pressões externas, especialmente do presidente Donald Trump. Este foi o comentário mais claro de Warsh em relação ao tipo de pressão que seu antecessor enfrentou durante seu mandato.

Em audiência na Comissão de Serviços Financeiros da Câmara, Warsh foi questionado sobre como lidaria com eventuais ataques de Trump ao banco central, como a tentativa de demitir a diretora Lisa Cook. Ele destacou que a Suprema Corte dos EUA reafirmou recentemente a independência do Fed em suas decisões sobre política monetária.

Caso venha a ser alvo de pressões pessoais, Warsh declarou: “Continuarei a fazer meu trabalho”. Ele enfatizou que, dentro do Fed, a política não deve interferir nas decisões. “A independência do Fed é sagrada”, acrescentou, reiterando que a credibilidade do banco se fortalece quando é percebido como independente, mesmo diante de pedidos por juros mais baixos.

A relação entre Warsh e Trump foi um dos pontos destacados na audiência, com democratas alertando sobre a necessidade de não depender apenas das recentes decisões da Suprema Corte para justificar a autonomia do Fed. Neste momento, o novo presidente precisa equilibrar as expectativas econômicas e as pressões políticas em um cenário de inflação que ultrapassa a meta de 2% e incertezas no cenário internacional.

Dados recentes mostraram que a inflação ao consumidor nos EUA caiu para 3,5% em junho, surpreendendo analistas, o que Warsh não considerou um sinal de progresso definitivo. “Esta não é a minha visão”, disse ele, enfatizando que sua prioridade é controlar a inflação.

Os operadores de mercado estimam baixa probabilidade de um aumento na taxa de juros nas próximas reuniões do Fed. Warsh reiterou seu foco em trazer a inflação de volta à meta, mesmo que isso desaponte as expectativas de Trump por uma redução nas taxas.

As primeiras ações de Warsh no cargo indicam um afastamento em relação à administração anterior, ao selecionar especialistas para suas equipes, em vez de nomes ideológicos. Seu compromisso com a neutralidade nas decisões federais reflete uma abordagem que prioriza a eficiência econômica.

Embora a relação entre Warsh e Trump tenha começado promissora, o futuro poderá testar sua independência, especialmente se a inflação continuar elevada e as pressões políticas aumentarem. Até o momento, o novo presidente parece levar a sério a orientação do presidente em sua cerimônia de posse para agir de forma totalmente independente.

Com informações de forbes.com.br.

TAGS: Segurança

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Advogado, autor, professor e palestrante focado na transformação digital da sociedade. Especializado em Direito Civil e atuante no Direito Digital e Empresarial.

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