Um grupo de procuradores-gerais de 12 estados dos EUA entrou com uma ação judicial na última segunda-feira (13) para tentar impedir a fusão entre Paramount e Warner Bros., questionando o negócio de US$ 111 bilhões (R$ 567,21 bilhões).
O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, classificou a fusão como “ilegal”, afirmando que poderá impactar negativamente tanto os cinemas quanto os consumidores. Ele alertou que a combinação das duas empresas resultaria em “preços mais altos, menor qualidade e menos opções para filmes e televisão”, prejudicando o público devido ao aumento de preços e à diminuição da diversidade de conteúdos.
A proposta de fusão juntaria dois dos cinco maiores estúdios de Hollywood, o que, conforme a ação judicial, permitiria a uma única companhia o domínio de quase um terço dos filmes exibidos nos cinemas e de um terço do conteúdo transmitido na TV por assinatura.
A ação também destaca a possibilidade de que a fusão cause um “declínio na exibição de filmes nas salas de cinema”, afetando tanto as cineplex quanto as distribuidoras de TV por assinatura.
A operação já havia recebido a aprovação do governo Trump em junho, poucos meses após a Paramount superar a Netflix na disputa pela compra. A coalizão de estados solicitou que a transação não seja finalizada até que o processo judicial seja concluído.
Durante uma coletiva de imprensa, Bonta afirmou: “David Ellison pode pensar que esta é uma oferta que não podemos recusar. Mas estou aqui para dizer que ele está errado”. O procurador também criticou a aprovação da fusão pelo governo anterior, afirmando que o objetivo é defender um mercado livre e justo, sem manipulações.
A Paramount, por sua vez, declarou que a ação judicial “distorce a jurisprudência consolidada” sobre leis antitruste e se baseia em uma interpretação equivocada do setor de entretenimento. A diretora de comunicação da Paramount, Melissa Zukerman, destacou que a fusão resultaria em uma empresa de mídia mais forte e apta a competir com gigantes como a Netflix.
A empresa se comprometeu a “defender rigorosamente” o negócio. Em resposta, Bonta reiterou que a ação é fruto de uma investigação de seis meses e que a defesa da Paramount não surpreende, mantendo plenamente a posição na ação.
Estados envolvidos na ação
Além da Califórnia, procuradores-gerais de outros 11 estados estão participando da ação: Arizona, Colorado, Connecticut, Massachusetts, Minnesota, Nevada, Nova Jersey, Novo México, Nova York, Oregon e Washington.
Ao ser questionado sobre possíveis críticas de que a ação teria motivações políticas, Bonta mencionou que procuradores-gerais republicanos são bem-vindos a se unir à coalizão, citando apoio bipartidário em outras ações antitruste.
“Existem procuradores-gerais republicanos que têm se manifestado contra essa fusão. É lamentável que eles ainda não tenham se juntado a nós nesta ação”, disse Bonta, destacando que “ainda há tempo” para que eles participem da iniciativa.
Com informações de forbes.com.br.







