A manhã desta terça-feira trouxe novidades sobre o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de junho, que apresentou uma alta de apenas 0,16%. Esse número ficou abaixo da expectativa do mercado, que era de 0,31%, e também é consideravelmente inferior ao 0,58% registrado em maio.
No acumulado dos últimos doze meses, a inflação desacelerou para 4,64%, um pouco abaixo dos 4,72% registrados até maio e abaixo da projeção de 4,80%.
Essa redução na inflação está atrelada à queda nos preços de alguns alimentos. De acordo com o IBGE, o grupo Habitação teve a maior variação, com 0,63% e um impacto de 0,10 pontos percentuais. Em contrapartida, Alimentos e Bebidas apresentaram uma queda de 0,24%, gerando o principal impacto negativo de -0,05 pontos percentuais. Os demais grupos mostraram variações que foram de -0,02% na Educação a 0,25% nas Despesas Totais.
Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos, destacou que esse resultado ajuda a aliviar as preocupações em relação a uma inflação que poderia se manter alta. Segundo ela, esse cenário foi favorecido pela queda nos preços dos alimentos, embora a energia elétrica tenha pressionado para um aumento.
A CEO acrescentou que, para os mercados, esse resultado sugere um ambiente mais tranquilo para os juros. A inflação abaixo do esperado tende a diminuir a pressão sobre as projeções futuras, melhora a situação para a renda variável e traz benefícios para setores que são mais sensíveis ao custo do crédito, como o varejo, a construção civil e o consumo.
Com informações de forbes.com.br.








