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Valdemar suspeito de desviar R$ 119 milhões em emendas, diz PF

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, é suspeito de desvio de dinheiro e associação criminosa, segundo decisão do ministro Flávio Dino, que determinou a suspensão de R$ 119 milhões em emendas parlamentares. Ele nega as acusações e afirma não ter cometido crimes.

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Reprodução/Beto Barata/PL/Divulgação

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, é investigado pela suspeita de desvio de R$ 119 milhões em emendas parlamentares e por associação criminosa. A informação foi revelada após decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 6 de outubro, e divulgada essa semana. O caso faz parte da “Operação Transparência”, que investiga um esquema de utilização indevida de recursos públicos.

Dino determinou a suspensão do valor mencionado em emendas e forneceu detalhes sobre as investigações da Polícia Federal (PF) que apontam a atuação de Valdemar e de três funcionários da Câmara dos Deputados envolvidos no esquema. Paralelamente, a defesa do presidente do PL manifestou surpresa com a decisão judicial, alegando que se baseia em “premissas frágeis” e é um ataque à atividade político-partidária. Valdemar nega qualquer crime e afirma que não há evidências que sustentem as acusações.

As investigações indicam que Valdemar teria influenciado a destinação de verbas, mesmo sem um mandato ativo, contando com o suporte de servidores da Câmara. De acordo com a PF, as emendas eram tratadas como propriedades privadas, o que caracteriza desvio de finalidade na aplicação de recursos públicos.

A análise da PF revela que Valdemar pode ter desviado cerca de 21 emendas, totalizando R$ 119 milhões. No relatório, os investigadores apontam que há indícios de que o grupo associado a Valdemar direcionou emendas de forma irregular, beneficiando interesses externos ao Parlamento.

Entre os servidores citados na investigação estão: Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, que ocupava um cargo especial na Câmara e teria liderado a operação do esquema; Nara Benedetti Nicolau Brum, analista legislativa que ajudava no direcionamento técnico das emendas; e Garigham Amarante Pinto, advogado e emissário direto de Valdemar nas negociações.

Em resposta, Valdemar afirmou que não fez indicações de emendas e que a liderança do partido possui atribuições específicas na Câmara. Os outros envolvidos também se manifestaram, mas Garigham Amarante preferiu não fazer comentários. A defesa de Mariângela negou que a servidora tenha cometido irregularidades, ressaltando sua função técnica.

A nota de defesa de Valdemar enfatiza a titularidade do diálogo político e a ausência de provas concretas contra ele, além de criticar a exposição prematura das investigações.

Com informações de g1.globo.com.

TAGS: Segurança

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Advogado, autor, professor e palestrante focado na transformação digital da sociedade. Especializado em Direito Civil e atuante no Direito Digital e Empresarial.

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