A Guarda Revolucionária do Irã informou na quarta-feira (8) que realizou ataques contra quatro bases militares dos Estados Unidos localizadas no Oriente Médio, sendo duas no Kuwait e duas no Bahrein.
De acordo com a Guarda, a ação foi uma resposta aos bombardeios norte-americanos realizados anteriormente contra alvos iranianos.
Em um comunicado, o grupo indicou que a ofensiva se trata de uma retaliação aos ataques autorizados pelo presidente dos EUA e advertiu que mais bases militares americanas na região poderão ser atacadas caso novos ofensivas sejam efetuadas contra o Irã.
“O alcance de nossas operações será ampliado para outras bases dos Estados Unidos na região se a agressão continuar”, afirmou a Guarda.
As bases norte-americanas, que estão espalhadas por mais de dez países, agora fazem parte do cálculo estratégico em uma potencial escalada de conflitos.
Escalada militar
- A nova ofensiva ocorreu horas após os EUA anunciarem uma sucessão de ataques contra alvos ligados ao Irã.
- O Comando Central das Forças Armadas dos EUA declarou que o objetivo era reduzir a capacidade iraniana de ameaçar a navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo no mundo.
- Washington também acusou o Irã de realizar ataques a embarcações comerciais na região, suspeita que é negada pelo governo iraniano.
- Após os bombardeios, o presidente dos EUA afirmou que um entendimento firmado entre os dois países em junho, que estabelecia um cessar-fogo temporário, estava encerrado.
- Trump alertou que qualquer novo ataque por parte do Irã resultaria em uma resposta ainda mais intensa dos Estados Unidos.
Apesar do aumento das tensões, Trump mencionou que o Irã tentou contatar Washington para reiniciar as negociações. Em uma declaração, ele comentou que o país asiático estava interessado em firmar um novo acordo, embora tenha expressado dúvida sobre a credibilidade do pedido.
A situação marca um momento crítico na trégua que havia sido estabelecida entre os dois países em junho. Nas últimas semanas, as divergências sobre o programa nuclear iraniano, as sanções econômicas e a segurança no Estreito de Ormuz aumentaram, resultando em uma nova fase de operações militares e trocas de ameaças.
Com informações de metropoles.com.








