Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, alertou sobre o risco de formação de milícias no interior do estado, comparando a situação com a do Rio de Janeiro. Ele fez essas declarações durante uma entrevista ao “Canal do Barão” no YouTube, na qual criticou a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Na visão de Haddad, a diminuição da presença do Estado na segurança pública é preocupante. “Estamos inadvertidamente começando a criar milícias no interior, que são empresas vendendo serviços de segurança porque o Estado não está atuando efetivamente,” afirmou. Ele defendeu que essa situação é resultado de cortes nos investimentos estaduais e mencionou as dificuldades financeiras enfrentadas por São Paulo.
O pré-candidato citou o aumento do custo do transporte de mercadorias devido à insegurança como um indicativo da necessidade de ações mais incisivas do governo na área da segurança pública. Haddad comentou ainda sobre uma operação recente da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, que resultou na prisão de nove pessoas envolvidas em roubos de carnes em São Paulo e Paraná.
Segundo uma pesquisa Datafolha recente, Tarcísio de Freitas lidera as intenções de voto, com 46%, enquanto Haddad aparece com 30%. Em resposta às críticas, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo defendeu que as forças de segurança atuam com estratégias integradas e que os roubos de carga, por exemplo, apresentaram uma redução significativa de 34% nos últimos meses.
Sobre a letalidade policial, Haddad criticou a gestão anterior da Segurança Pública e destacou a necessidade de uma nova abordagem, incluindo a integração das forças estaduais e federais e a proposta de emenda à Constituição voltada para a segurança. O pré-candidato se mostrou aberto a negociações com partidos de esquerda menores para construir alianças.
Haddad também mencionou a importância de trazer a segurança pública para o centro das discussões do governo, afirmando que está disposto a dialogar para encontrar soluções e melhorar a situação atual.
Com informações de g1.globo.com.








