Belo Horizonte – A indecisão do senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, sobre se irá concorrer ao governo de Minas Gerais está gerando tensões no Partido Liberal (PL) do estado. Recentemente, Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, enfatizou a necessidade de uma decisão rápida. Contudo, Cleitinho agora sinaliza que poderá adiar essa escolha para agosto.
Domingos Sávio, deputado federal e ex-presidente do PL em Minas, que também se coloca como pré-candidato ao Senado, mencionou que o partido busca um entendimento com o Republicanos, avaliando se uma aliança deverá ser feita agora ou se será mais apropriada para um possível segundo turno.
O prazo para a convenção partidária estadual, marcada para o dia 23 de julho, preocupa os integrantes do PL mineiro, uma vez que a decisão de Cleitinho pode impactar severamente a mobilização do partido. O senador, que inicialmente esperava anunciar sua intenção após a Copa do Mundo, agora considera se prolongar ainda mais esse momento.
Algumas lideranças, como o presidente de honra do PL, Zé Santana, expressam preocupação com a extensão desse prazo, defendendo que o partido deve apresentar Vittorio Medioli, ex-prefeito de Betim, como candidato a deputado.
Domingos Sávio acredita que, considerando o tempo já transcorrido, o PL poderia aguardar mais alguns dias para que Cleitinho tome uma decisão sobre sua candidatura. Sávio comentou que ainda há esperança de que uma aliança seja viabilizada.
A união no primeiro turno é considerada vantajosa para o PL, visto que influencia diretamente o palanque do presidenciável Flávio Bolsonaro em Minas, estado que é crucial para a eleição.
Cleitinho adia mais uma vez o anúncio
Cleitinho afirmou que, quanto mais pressionado for, mais tempo irá levar para divulgar sua decisão. Em discurso no Senado, ele já indicou agosto como o novo prazo para a oficialização de sua candidatura, um prazo que se estende após as convenções do PL nacional e estadual, agendadas para os dias 25 e 23 de julho, respectivamente.
Aliados do senador alegam que aguardar para se posicionar pode ser uma estratégia que permite a Cleitinho evitar críticas e desgaste com o eleitorado. Além disso, existe o receio de que uma mudança de postura possa transformá-lo de um crítico em um potencial líder em um novo governo.
Com informações de metropoles.com.









