Os pré-candidatos à Presidência da República em 2026 têm aumentado seus discursos voltados para o público feminino em eventos, entrevistas e nas redes sociais. Essa estratégia reflete a busca pelo eleitorado feminino, que corresponde a mais da metade do total de eleitoras no Brasil, especialmente em meio a controvérsias envolvendo figuras como Michelle e Flávio Bolsonaro.
Os dados do TSE indicam que as mulheres representam 52,85% do eleitorado brasileiro, totalizando cerca de 82 milhões de eleitoras, enquanto os homens somam 73,8 milhões.
A tensão entre Michelle Bolsonaro e seu enteado, Flávio Bolsonaro, ganhou destaque após a ex-primeira-dama revelar em um vídeo que se sentiu desrespeitada durante conversa sobre política. Em resposta, Flávio se desculpou, negando qualquer desrespeito e reforçando a importância de discutir a pauta feminina como algo econômico, e não ideológico. Em eventos recentes, ele apresentou um conjunto de propostas voltadas para o atendimento às mulheres.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, defendeu em um evento a necessidade de aumentar as penas para crimes de feminicídio, enfatizando a importância da punição para agressores. Ele afirmou que está comprometido com o “Pacto contra o Feminicídio” e citou a primeira-dama como uma das responsáveis pela pauta.
Renan Santos, outro pré-candidato, utilizou suas redes sociais para exaltar a jornalista Malu Gaspar como um exemplo inspirador, após ela ter sido alvo de tentativas de intimidação. Ele se comprometeu a lutar pelo aumento das penas para crimes contra mulheres e pela manutenção do Bolsa Família para mães solo em situação de vulnerabilidade.
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato, destacou a importância da participação feminina na política como um meio de combater a corrupção. Ele associou características biológicas das mulheres a uma visão mais honesta nas práticas políticas e propôs endurecer penas para agressores de mulheres.
Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD, utilizou a temática de segurança pública para discutir a proteção das mulheres. Ele mencionou o uso de tornozeleiras eletrônicas para agressores e expressou apoio a medidas que garantam auxílio financeiro a vítimas de violência doméstica.
Os pré-candidatos vêm, assim, adequando suas falas e propostas para conquistar o voto feminino, num cenário de crescente atenção às questões de gênero na política brasileira.
Com informações de g1.globo.com.








