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Fachin agenda julgamento sobre eleição no Rio para 26 de agosto

O STF, sob a presidência de Edson Fachin, retomará em 26 de agosto o julgamento sobre as regras da sucessão no governo do Rio de Janeiro, decidindo entre eleições diretas ou indiretas e o prazo para a desincompatibilização de candidatos.

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Reprodução/Metrópoles

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, agendou para o dia 26 de agosto a continuação do julgamento que vai estabelecer as regras para a sucessão no governo do Rio de Janeiro. Essa decisão veio após o ministro Flávio Dino devolver o processo ao plenário, onde esteve sob pedido de vista por 21 dias.

A análise da Corte envolve duas ações que podem impactar tanto o método de escolha do próximo governador quanto as normas que governarão a disputa.

Os ministros terão que decidir se a eleição acontecerá de forma direta, com a participação dos eleitores, ou indireta, realizada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Além disso, será avaliada a possibilidade de redução do prazo de desincompatibilização para candidatos, podendo ser de apenas 24 horas, ou se deverá seguir o limite mínimo de três meses estipulado pela legislação eleitoral.

Os processos estão sob relatorias diferentes: um é responsabilidade do ministro Luiz Fux e o outro, de Cristiano Zanin.

Anteriormente suspenso em abril, o julgamento foi retomado na última terça-feira, permitindo que um placar até então favorável à eleição indireta, com quatro votos a favor e um pela eleição direta, avance.

A interrupção ocorreu após quatro ministros manifestarem apoio à escolha indireta do governador, que seria decidido pela Alerj, enquanto apenas um dos ministros defendeu a inclusão da população no processo decisório.

Contexto da Crise

Esse julgamento se dá em meio a uma crise institucional no governo do Rio. O estado está atualmente sob a administração interina do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto, que assumiu após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, decorrente de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Vale lembrar que o ex-vice-governador, Thiago Pampolha, já havia deixado o cargo para se integrar ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), e o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi preso devido a acusações de conexão com a facção criminosa Comando Vermelho.

Com a vacância simultânea de importantes cargos no Executivo estadual, o Supremo Tribunal Federal está analisando quais normas serão válidas para determinar quem assumirá a governança do Rio de Janeiro até o final do mandato.

Com informações de metropoles.com.

TAGS: Segurança

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Advogado, autor, professor e palestrante focado na transformação digital da sociedade. Especializado em Direito Civil e atuante no Direito Digital e Empresarial.

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