Os desinvestimentos da Raízen seguirão em um ritmo controlado, com o objetivo de reduzir a capacidade de moagem de cana-de-açúcar e ajudar a recuperação financeira da empresa, segundo o CEO Nelson Gomes, durante uma teleconferência de resultados trimestrais. A companhia já desmobilizou quase 20 milhões de toneladas de capacidade, parte de um plano para aliviar sua dívida.
“Essa jornada continua, vai seguir de maneira ordenada e sem pressa,” afirmou Gomes. A Raízen, que está em recuperação extrajudicial, processou 70,5 milhões de toneladas de cana na safra 2025/26, representando uma queda de 9,8% em relação ao ano anterior.
Mesmo com a venda de ativos que equivale à capacidade dos maiores concorrentes do setor, a empresa ainda possui 24 usinas em operação. Até agora, as vendas realizadas totalizaram R$12 bilhões, com R$5 bilhões já recebidos. A expectativa é que a empresa receba mais R$7 bilhões com a venda de ativos na Argentina até o final do ano-safra.
Recentemente, a Raízen reportou uma dívida líquida de R$58,23 bilhões, um aumento de 70% em relação ao ano anterior, e um prejuízo líquido de R$27,1 bilhões, comparado a R$4,18 bilhões no mesmo período no ano anterior. O CFO da companhia, Lorival Luz, destacou que os desinvestimentos visam manter o valor dos ativos enquanto a empresa busca se desalavancar.
A expectativa é que o plano de recuperação extrajudicial seja homologado até setembro deste ano. Quando questionado sobre a situação financeira da empresa, Luz afirmou que a gestão do caixa está saudável e não é uma preocupação imediata.
Redução de investimentos
No ano-safra 2025/26, a Raízen reduziu seus investimentos em 27,7%, totalizando R$8,6 bilhões. Para o ciclo 2026/27, a expectativa é de uma nova redução de R$1 bilhão. Gomes comentou que houve um corte significativo de R$3 bilhões no investimento comparado à safra passada, e a empresa já está planejando uma nova diminuição para o período que se inicia.
Com informações de forbes.com.br.









