O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta terça-feira (30), o Plano Safra destinado à agricultura familiar, com a disponibilização de R$ 85,2 bilhões em crédito para financiamentos na safra 2026-2027. De acordo com o governo, as taxas de juros variam entre 0,5% e 7,5% ao ano no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Essa iniciativa surge anualmente e visa incentivar a produção de alimentos no Brasil, oferecendo empréstimos com condições mais favoráveis do que as do mercado financeiro. O novo plano deverá movimentar um total de R$ 97,3 bilhões, abrangendo programas de crédito, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e outras ações relacionadas.
A cerimônia de lançamento ocorreu no Palácio do Planalto e contou com a presença da ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, a ministra da Casa Civil, Míriam Belchior, a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e o ministro da Pesca, Rivetla Edipo Araujo Cruz.
A ministra Fernanda Machiaveli ressaltou que este plano é um reflexo de um Brasil mais justo e sustentável, com foco na autonomia das mulheres rurais e oportunidades para os jovens. Segundo ela, o projeto visa garantir o acesso a recursos e conhecimentos necessários para melhorar a produção, além de proporcionar condições mais dignas para quem vive do campo.
Para estimular o cultivo de itens da cesta básica, o governo reduziu a taxa de financiamento de 3% para 2% para a produção convencional de arroz, feijão, mandioca, frutas, verduras, ovos e leite. No caso de cultivos orgânicos ou agroecológicos, a taxa cai para 1%.
O governo também aumentou o limite de financiamento para a compra de máquinas e equipamentos pequenos, passando de R$ 100 mil para R$ 120 mil, com uma taxa de juros de 1,5% ao ano. Já para máquinas maiores, de até R$ 250 mil, a taxa de juros ficou em 5%.
O Plano Safra da agricultura familiar inclui ainda linhas de crédito voltadas para agroecologia, irrigação sustentável, adaptação às mudanças climáticas, quintais produtivos rurais, conectividade e acessibilidade no campo.
Com informações de g1.globo.com.








