
Conforme reportado pelo portal www.cnnbrasil.com.br, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, participará, nesta terça-feira (14), de negociações diretas entre Israel e Líbano, que ocorrerão em Washington, D.C. Essa informação foi confirmada por uma fonte do Departamento de Estado.
Além de Rubio, a delegação americana incluirá o embaixador dos EUA no Líbano, Michel Issa, e o conselheiro do Departamento de Estado, Michael Needham. As discussões terão como cenário a sede do Departamento de Estado.
As equipes de Israel e Líbano serão chefiadas pelos embaixadores Yechiel Leiter e Nada Hamadeh, respectivamente. Em declarações sobre o encontro, uma fonte do Departamento de Estado enfatizou: "Esta conversa definirá o escopo do diálogo contínuo sobre a segurança a longo prazo da fronteira norte de Israel e a busca do governo libanês pela plena soberania sobre seu território e assuntos internos". O interlocutor também destacou que “Israel está em conflito com o Hezbollah, não com o Líbano, portanto, não há motivos para que as duas nações vizinhas não estabeleçam um diálogo”.
Encontro em Washington
Israel e Líbano concordaram em realizar uma reunião na mencionada terça-feira com a intenção de discutir um possível cessar-fogo, conforme anunciado pela presidência libanesa através de suas redes sociais na sexta-feira (10). A reunião também buscará determinar a data de início das negociações entre os dois países.
O acerto para o encontro foi feito durante uma conversa entre o embaixador israelense nos EUA, Yechiel Leiter, e a embaixadora libanesa nos EUA, Nada Hamadeh Moawad, com a participação do embaixador americano no Líbano. A CNN havia reportado previamente que os embaixadores dos três países realizariam diálogos em Washington na sexta-feira para garantir que as futuras negociações fossem viabilizadas.
Anteriormente, o governo libanês havia afirmado que não entraria em negociações sem um cessar-fogo prévio, enquanto Israel, por sua vez, rejeitou essa condição, recusando-se a interromper suas ações bélicas contra o Hezbollah como requisito para iniciar as discussões.
Na mesma sexta-feira, o Hezbollah convocou o governo libanês a não negociar com Israel, diante de uma recente onda de intensos bombardeios. Nos dias seguintes ao início do cessar-fogo entre os EUA e o Irã, o Líbano enfrentou uma grave crise, resultando em centenas de mortes. Não obstante, a quarta-feira (8) foi marcada como o dia mais letal no país desde setembro de 2024, contabilizando mais de 350 mortos e 1.200 feridos, conforme reportado na mesma fonte.



