
O policial militar Rafael Azevedo de Souza, acusado de matar o empresário Thiago Kich de Melo na antiga boate Sex Night, em Florianópolis, foi absolvido em júri popular na madrugada desta quarta-feira (3). O incidente ocorreu em outubro de 2024 e envolveu um disparo feito pelo PM.
Após ser baleado, Thiago foi pisoteado pelo segurança Jean Carlos dos Santos, que também estava sendo julgado. O Tribunal de Justiça (TJ) avaliou que a ação de Jean Carlos se configurou como lesão corporal grave, em vez de homicídio qualificado.
Rafael, integrante do 4º Batalhão da Polícia Militar, estava fora de serviço, atuando como segurança privado armado na boate, uma prática vedada por uma portaria da PM. O g1 questionou a PM sobre uma investigação interna em curso, mas a corporação não se manifestou sobre o caso, citando a natureza das decisões judiciais. O Ministério Público, por sua vez, informou que Rafael enfrenta uma Ação Penal Militar devido à sua atuação como segurança, cuja sentença ainda não foi definida.
A defesa de Rafael expressou satisfação com o veredito que apresentou a ação como legítima defesa de terceiro. Por outro lado, a defesa de Jean Carlos considerou a decisão com respeito, dando ênfase ao acolhimento das teses defensivas apresentadas.
Como resultado da sentença, ambos os réus, que estavam detidos desde a morte de Thiago, foram libertados.
Morte
A investigação inicial indicou que a morte do empresário ocorreu em meio a um desentendimento relacionado ao valor de sua conta, que totalizava R$ 1,8 mil. Imagens revelaram o momento do confronto, quando o segurança atingiu um amigo da vítima. O disparo ocorreu durante a intervenção do PM na briga. A denúncia do Ministério Público afirmou que o policial colocou em risco a vida de outros clientes presentes no espaço restrito da boate.
Defesa do PM
Os advogados de Rafael Azevedo, Dr. Victor Malheiros e Dr. Matheus Menna, expressaram alívio com a decisão do Tribunal do Júri, ressaltando a legítima defesa como ponto central do julgamento.
Defesa do Segurança
A defesa de Jean Carlos recebeu a decisão com tranquilidade, enfatizando o acolhimento das teses defensivas e evitando comentários adicionais sobre o caso.
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