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Padrasto que agrediu bebê de 1 ano com celular e puxões de cabelo é condenado por tortura em SC

Homem recebeu pena de mais de três anos de prisão e deverá pagar R$ 30 mil de indenização à criança; ele também foi condenado por ameaçar uma testemunha.

POR

Reprodução

Um homem filmado agredindo o enteado, um bebê de 1 ano e 6 meses, dentro de um carro, em Palhoça, na Grande Florianópolis, foi condenado a 3 anos, 2 meses e 24 dias de prisão, em regime semiaberto, pelos crimes de tortura e ameaça.

O caso aconteceu em 30 de junho deste ano, no bairro Jardim Eldorado, e ganhou repercussão após imagens das agressões serem divulgadas. No vídeo, o padrasto aparece atingindo a cabeça da criança com um celular e puxando seus cabelos enquanto estava sozinho com o menino dentro do veículo.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o homem submeteu a criança a intenso sofrimento físico e mental como forma de castigo. Um laudo pericial apontou lesões, incluindo escoriações e um hematoma na região do rosto.

Testemunhas impediram que o homem deixasse o local

As agressões foram registradas por pessoas que presenciaram a situação. Ao perceberem o que estava acontecendo, testemunhas cercaram o veículo para impedir que o homem saísse e acionaram a Polícia Militar.

Na ocasião, a mãe da criança, de 19 anos, havia deixado o filho no carro com o então companheiro por cerca de 15 minutos enquanto atendia um cliente.

Além da condenação por tortura, o homem também foi responsabilizado por ameaçar uma das testemunhas. Conforme o Ministério Público, ele teria feito declarações intimidatórias após ser confrontado pela pessoa que presenciou as agressões.

Condenado deverá indenizar a vítima

A sentença determina que o réu pague R$ 30 mil por danos morais à criança e proíbe que ele se aproxime da vítima.

A condenação foi baseada na legislação que trata do crime de tortura, com aplicação da Lei Henry Borel, que estabelece mecanismos de proteção para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar.

Apesar da condenação, o homem permanece em liberdade e poderá recorrer da decisão.

Criança está em segurança

Em manifestação sobre o caso, o Conselho Tutelar informou que prestou atendimento em conjunto com o órgão de Palhoça e adotou as medidas de proteção necessárias.

Segundo o conselho, a criança está em segurança e afastada do agressor. Outras informações não foram divulgadas em respeito ao sigilo previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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Advogado, autor, professor e palestrante focado na transformação digital da sociedade. Especializado em Direito Civil e atuante no Direito Digital e Empresarial.

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