
A Polícia Federal resgatou, na manhã de sexta-feira (10), uma mulher argentina de 22 anos e sua filha de 3 anos em São Lourenço do Oeste, Santa Catarina. A operação visou combater a exploração sexual e o trabalho análogo à escravidão. Durante a ação, foram detidas a responsável pelo local onde a mulher estava e um homem que mantinha a criança em cárcere, distanciada da mãe.
As operações ocorreram simultaneamente no Oeste de Santa Catarina e em Vitorino, Paraná, com o objetivo de desarticular uma rede criminosa que aliciava vítimas por meio de promessas falsas de altos ganhos financeiros.
Além das prisões, a operação resultou no bloqueio de cinco veículos e na coleta de dados digitais dos investigados.
Segundo informações da Polícia Federal, após serem aliciadas, as vítimas eram sujeitas a exploração sexual e a um rígido controle. Para evitar fugas, os criminosos utilizavam um sistema de servidão por dívida, aplicando taxas abusivas por itens básicos, como alimentação e hospedagem, incluindo penalidades financeiras arbitrárias.
“A liberdade das vítimas era ainda restringida pela retenção de documentos pessoais e aparelhos celulares, vigilância constante por câmeras de segurança, intimidações por seguranças e casos de agressão contra aqueles que tentavam deixar o local”, afirmou a PF.
Os suspeitos enfrentam acusações de redução à condição análoga à de escravo, tráfico de pessoas, cárcere privado, lesão corporal e lavagem de dinheiro.



