
Uma mulher de 37 anos, Amanda Maria Souza de Oliveira, foi presa após confessar que se fazia passar por uma menina de 12 anos e viveu como filha adotiva de uma família em Joinville, Santa Catarina, por 14 meses. De acordo com a Polícia Civil, ela teve vítimas em pelo menos cinco estados. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva no último dia 3.
Amanda, que se apresentava como Maria Eduarda em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, conseguiu o apoio da coordenadora de um projeto social, Viviane Henriques. Em busca de ajuda, ela afirmou ter fugido de uma situação de abuso familiar no Ceará. “Ela dizia ter sido abusada pelo pai e que buscava apoio”, relatou Viviane, que notou comportamentos infantis e alegações de autismo da suspeita.
De acordo com o delegado Rodrigo Bueno Gusso, Amanda entrou em contato com uma família em Joinville através de um pastor da igreja, alegando ter escapado de maus-tratos. Para justificar sua aparência adulta, ela afirmava ser autista e que seus traços eram efeitos do abuso sofrido na infância. As informações foram corroboradas por relatos da família que a acolheu, que chegou a organizar uma festa de aniversário para a “adolescente”.
O advogado da suspeita, Rafael Luiz Siewert, informou que Amanda será submetida a exames de sanidade mental, e a defesa espera a conclusão da perícia para esclarecer as circunstâncias do caso. Apesar de ter sido apresentada como tendo 42 anos em sua detenção, a Polícia Civil já confirmou sua idade correta de 37 anos.
A situação gerou questionamentos sobre como uma mulher adulta conseguiu enganar tantas pessoas por tanto tempo, levantando preocupações sobre a vulnerabilidade de pessoas em situações semelhantes.



