
Ilhota (SC) Enfrenta Infestação de Maruim e Moradores Relatam Dificuldades na Rotina
Segundo informações do portal g1.globo.com, Ilhota, cidade com 17 mil habitantes localizada no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, está lidando com uma infestação de maruim, um mosquito cujas picadas causam irritação na pele e podem transmitir doenças como a Febre do Oropouche. A região do Braço do Baú é uma das mais afetadas, de acordo com a prefeitura.
Os moradores têm mantido suas casas com portas e janelas fechadas, usando ventiladores para aliviar o calor. A moradora Patricia Zigoski Uchôa expressou a situação: "Durante o dia, a gente está preso como prisioneiros dentro das nossas casas." Jaqueline Fischer, outra residente, ressaltou que é necessário usar calças, casacos e luvas, mesmo com o calor intenso, já que os mosquitos atacam o rosto.
Embora os moradores tenham buscado ajuda das autoridades, ainda não receberam uma resposta efetiva. A prefeitura indicou a falta de um produto comprovadamente eficaz no combate ao maruim como um dos principais desafios na contenção da infestação, que também foi registrada no município vizinho de Luiz Alves.
A administração local está utilizando larvicida biológico para outros tipos de mosquitos, mas sem eficácia sobre o maruim. A aposentada Veronita Pelz, diagnosticada com câncer, comentou sobre como a infestação a impediu de sair e aproveitar áreas externas, afirmando que, enquanto estava no hospital, poderia ter alívio da presença do mosquito.
O professor de ecologia e zoologia Luiz Carlos de Pinha, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), explicou que apenas as fêmeas do maruim picam, já que precisam do sangue como suplemento alimentar para a produção de ovos. Ele alertou que, além da irritação, a picada pode ter consequências sérias, especialmente em relação à saúde animal, como surtos de doenças em bovinos e equinos.
Os humanos também estão em risco, com a possibilidade de contágio da Febre do Oropouche, que pode ser confundida com dengue. Seus sintomas incluem dor nas articulações e febre.
A situação em Ilhota preocupa a comunidade, que se vê obrigada a permanecer dentro de casa para evitar os incômodos e riscos associados aos maruins.



