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Ministério Público acusa quatro individuos por enganar brasileiros em esquema de fraudes no Camboja; relatos impressionantes emergem.

Por Portal WF
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De acordo com informações levantadas pelo g1.globo.com, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou acusações contra quatro indivíduos suspeitos de aliciar brasileiros e enviá-los ao Camboja sob promessas de emprego, apenas para serem forçados a trabalhar em condições análogas à escravidão. A organização criminosa, de lideranças chinesas, se dedicava a aplicar golpes por meio da internet. Três brasileiros e um nacional chinês estão sendo acusados de tráfico internacional de pessoas e formação de quadrilha.

Dentre os denunciados, dois se encontram detidos na China e o governo brasileiro já solicitou sua extradição. Não foram divulgadas informações sobre o paradeiro dos demais indivíduos mencionados na denúncia. A investigação ainda identificou pelo menos três outros cidadãos chineses envolvidos, cujos nomes não foram revelados.

Os fatos ocorreram ao longo de 2022 e, conforme a denúncia acessada pela TV Globo, ao menos 17 brasileiros se tornaram vítimas do esquema. Contudo, uma das vítimas relatou que testemunhou entre 50 e 60 brasileiros sendo explorados no Camboja.

Como o esquema se desenrolou?

As 17 vítimas relataram que foram seduzidas por propostas de trabalho divulgadas em redes sociais como Instagram e Facebook. Algumas delas já conheciam os acusados. O convite incluía pacotes completos, com passagens aéreas, alimentação e estadias no luxuoso hotel White Sand Palace, localizado em Sihanoukville, durante a vigência do contrato.

Os aliciadores afirmavam que as funções envolviam vendas de produtos financeiros ou marketing digital, prometendo um salário mensal de aproximadamente US$ 900 (cerca de R$ 4.500), além de comissões que poderiam chegar a 18%. Para convencer as vítimas, apresentavam fotos do hotel e detalhavam um contrato de trabalho, incluindo o pagamento de taxas para emissão de passaportes e compra de malas.

No dia da partida, os aliciadores cumpriram com os pagamentos relativos às passagens e ainda forneceram dinheiro para gastos com alimentação durante a viagem, que passava por escalas em países como Alemanha, Turquia, Catar, Emirados Árabes e Tailândia, levando até seis dias para chegar ao Camboja.

Uma das vítimas relatou ter enfrentado problemas na Alemanha, onde ficou presa por três dias no aeroporto devido a uma conexão perdida. Outro grupo aliciado chegou a ser deportado para a Tailândia, onde ficou detido e teve que pagar uma taxa para sair da cela, retornando ao Brasil apenas com ajuda da embaixada.

A realidade no Camboja

Ao chegarem ao Camboja, as vítimas informam que foram abordadas por um funcionário do aeroporto que confiscou seus passaportes, devolvendo-os apenas carimbados. Surpreendentemente, foram dispensadas da imigração e transportadas em uma van para o hotel White Sand Palace, onde se encontraram com outros brasileiros, autodenominados "líderes".

Nos primeiros dias, foram submetidos a treinamentos, somente para descobrir que seus empregos consistiam em aplicar fraudes em outros brasileiros pela internet. Relatos indicam que suas condições de trabalho eram degradantes, com passaportes retidos e jornadas de 12 horas por dia, muitas vezes ultrapassando esse limite em situações de baixa produtividade. A alimentação e os insumos fornecidos eram de qualidade insatisfatória.

Além disso, as vítimas precisavam de autorização para deixar o hotel e, quando podiam sair, eram acompanhadas pelos “líderes”. Uma exigência bizarra incluía a captura e envio de fotos de seus pés aos supostos patrões para garantir a permissão de saída.

As vítimas também enfrentaram dificuldades para receber o salário prometido, de US$ 900, devido a uma série de descontos aplicados pelos empregadores, que alegavam faltas. Movimentos no banheiro sem autorização ou atrasos mínimos podiam gerar cortes de até US$ 300 mensais, resultando em salários abrangendo apenas a metade do prometido em alguns casos.

Projetos fraudulentos

Quando iniciavam suas funções, as vítimas eram apresentadas a dois "projetos" fraudulentos: o primeiro consistia em criar perfis falsos para interagir com lojistas e persuadi-los a vender produtos em uma plataforma de compras. Muitas vezes, após uma prévia simulação de compra, os comerciantes eram instruídos a transferir valores que nunca retornavam.

O segundo esquema envolvia uma plataforma de investimentos, onde promessas de lucros altos atraíam vítimas a aplicar mais dinheiro. Inicialmente, os golpistas pagavam os rendimentos prometidos para ganhar a confiança das vítimas, mas logo o montante investido desaparecia. Em alguns casos, as vítimas eram forçadas a convencer familiares e amigos a investirem, com relatos trágicos como uma mãe que perdeu R$ 2.300 após ser enganada.

As movimentações financeiras desse esquema eram direcionadas para a empresa Umbrella Importações Ltda., sendo os fundos das vítimas convertidos em criptomoedas pelos criminosos.

Retorno ao Brasil

À medida que o esquema começou a chamar a atenção das autoridades cambojanas no final de 2022, muitos aliciados foram liberados. Um deles afirmou ter sido expulso do hotel após uma operação policial, enquanto outro mencionou que a situação da quadrilha se agravou após um político brasileiro ser vítima de seus golpes, o que levou à libertação dos últimos brasileiros ainda presos.

Com apoio de parentes e ONGs, as vítimas conseguiram arrecadar dinheiro para adquirir passagens e retornar ao Brasil, escapando assim de uma situação de exploração e abuso.

Referência técnica: g1.globo.com
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