
Jovem busca reversão de ‘desadoção’ na Justiça após perder sobrenome das mães
De acordo com informações do portal g1.globo.com, Flávio da Silva Maximiano Júnior, aos 21 anos, enfrenta um desafio legal para reconstruir sua história após uma decisão judicial que anulou sua adoção, eliminando os direitos relacionados à família que o acolheu durante a infância. Enquanto aguarda os desdobramentos da situação, ele expressa esperança em relação ao futuro. "Vou ser alguém na vida, vou ter minha família, meus filhos e vou ser muito feliz", afirmou em uma entrevista ao programa "Fantástico".
Trajetória de Flávio
A vida de Flávio é marcada por reviravoltas. Aos sete anos, ele e seus irmãos foram retirados da guarda dos pais biológicos e levados para um abrigo. Aproximadamente dois anos e meio depois, foram adotados por um casal de mulheres. A relação familiar começou a se deteriorar após uma discussão, quando Flávio já tinha 18 anos. Ele decidiu deixar a casa das mães adotivas e assinou documentos que culminaram na anulação da adoção e na perda dos sobrenomes recebidos.
Atualmente, Flávio procura reverter essa decisão judicial. Com o auxílio de um advogado, ele entrou com uma ação pedindo o restabelecimento dos direitos legais da adoção, contestando a legalidade do processo, que a defesa alega ter ocorrido em um prazo de apenas 45 horas, sem audiência ou avaliação psicossocial.
O jovem não busca apenas recuperar o sobrenome das mães adotivas; seu objetivo principal é garantir os direitos sucessórios relacionados à adoção e reatar o contato com seu irmão, que permaneceu na família. O advogado de Flávio enfatizou que não há um retorno simples à situação anterior: "Não existe um caminho para voltar".
Declaração das mães adotivas
As mães adotivas de Flávio afirmam que a decisão de se desvincular da família partiu do jovem. Por meio de sua advogada, elas expressaram que tentaram persuadi-lo a ficar e se mostram abertas à sua volta. "O coração delas é de mãe", disse a representante legal.
Neste momento, Flávio trabalha na manutenção elétrica de embarcações em Itajaí, Santa Catarina, e planeja formar sua própria família e oferecer amor e cuidado a seus futuros filhos. "Cuidar deles. E muito, com muito amor e carinho", finalizou.



