Os preços dos imóveis nos Estados Unidos apresentaram uma variação de 0,8% em abril, conforme dados do Índice S&P Cotality Case-Shiller divulgados na terça-feira (30). Na divulgação anterior, o índice de preços de imóveis residenciais havia avançado 0,7%.
A inflação de abril foi de 3,8%, superando em cerca de 3 pontos percentuais o ganho nominal dos preços das propriedades. Com isso, os preços de imóveis residenciais nos EUA caem em termos reais pelo 11º mês consecutivo.
O índice nacional, que abrange nove divisões censitárias, fechou abril em 332,68 pontos, com uma alta de 0,77% em relação a março. O Composite-10, que reúne as dez áreas metropolitanas originais do levantamento, totalizou 367,90 pontos, com um avanço mensal de 1,06% e uma alta anual de 1,8%. Já o Composite-20, que analisa vinte áreas metropolitanas, encerrou em 345,43 pontos, com alta mensal de 1,03% e variação anual de 1,1%.
Nicholas Godec, responsável pela área de Fixed Income Tradables & Commodities da S&P Dow Jones Indices, comentou que os dados de abril mostram que os preços dos imóveis permanecem praticamente estáveis. Ele destacou que a inflação crescente está corroendo a riqueza habitacional ajustada pela inflação e apontou uma disparidade geográfica acentuada.
Os mercados da região Centro-Oeste e do Nordeste estão liderando o crescimento moderado, enquanto várias metrópoles do Sun Belt e do Oeste enfrentam declínios contínuos. Godec também mencionou que as taxas de financiamento continuam elevadas, pois, após uma queda para abaixo de 6% no início do ano, as taxas de juros das hipotecas de 30 anos subiram novamente para 6,3% em abril.
Preços de imóveis por região dos EUA
Entre as 20 áreas metropolitanas acompanhadas, Chicago obteve os maiores ganhos anuais, com um aumento de 6,52%, seguida por Nova York (3,82%) e Cleveland (3,18%). Em contrapartida, Seattle registrou a maior queda anual, com -2,26%, seguida por Denver (-1,85%), Tampa (-1,77%), Phoenix (-1,65%) e Dallas (-1,57%). A diferença entre Chicago e Seattle chegou a quase 9 pontos percentuais, indicando as divergências regionais nos preços dos imóveis.
Outras cidades que também registraram aumento anual foram Boston (2,11%), Minneapolis (2,02%), Charlotte (1,01%) e São Francisco (1,30%). Em termos mensais, Chicago teve o maior avanço, com 1,55%, seguida por São Francisco (1,51%) e Boston (1,16%). Phoenix foi a única cidade a apresentar uma queda mensal, de 0,05%.
Com informações de forbes.com.br.







