
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, Naim Qassem, o líder do Hezbollah, declarou nesta segunda-feira (4) que o Líbano não está vivenciando um cessar-fogo, mas sim uma ofensiva contínua promovida por Israel e os Estados Unidos. Seu comentário foi feito em meio a intercâmbios de tiros entre o Hezbollah, grupo assinalado como apoiado pelo Irã, e as forças israelenses, que seguem operando, apesar de um acordo de cessar-fogo fragilizado.
Qassem enfatizou que "não há linha amarela ou zona tampão, e isso não mudará", transmitindo a confiança de que "inevitavelmente o grupo terá sucesso" em suas ações.
Essa declaração coincide com uma nova ordem de desocupação emitida pelas forças armadas israelenses, que instruiu a retirada de civis de quatro aldeias no sul do Líbano. O Exército justificou a ação alegando que o Hezbollah violou o acordo de cessar-fogo.
No último domingo (3), ao menos uma pessoa perdeu a vida durante ataques israelenses em Arab Salim, localizado no distrito de Nabatieh, também no sul do Líbano, conforme reportado pela Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA). Em complementação, três indivíduos ficaram feridos, incluindo uma criança, segundo o Ministério da Saúde do Líbano.
Ainda na sequência de ataques, cinco vítimas foram relatadas na cidade de Srifa, situada no distrito de Tiro, onde quatro dos feridos eram paramédicos, de acordo com a NNA.
Os ataques israelenses elevaram as estatísticas de vítimas: já foram contabilizadas 2.679 mortes e 8.229 feridos no Líbano desde o início dos confrontos, conforme informou o governo libanês no último domingo.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) revelaram que, nesta segunda-feira (4), recomeçaram os bombardeios direcionados a infraestruturas do Hezbollah em várias regiões do sul do Líbano. O exército alega que as ações visam “combater terroristas armados do Hezbollah que atuam nas proximidades de nossas tropas”.
Paralelamente, o Hezbollah intensificou seus ataques contra Israel, com onze ações registradas no domingo, o maior número de retaliações desde que o cessar-fogo entrou em efeito, segundo contagem da CNN.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Atualmente, os Estados Unidos e Israel estão envolvidos em um conflito com o Irã. Este embate começou em 28 de fevereiro, após um ataque coordenado que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã.
Além da morte de Khamenei, várias figuras importantes do governo iraniano também foram eliminadas, e o governo dos EUA afirma ter destruído diversos navios e instalações militares iranianas.
Em resposta a essas ações, o regime iraniano lançou ataques contra países da região, como os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, assegurando que seus atentados visam exclusivamente interesses norte-americanos e israelenses.
Desde o início do conflito, mais de 1.900 civis perderam a vida no Irã. Do lado americano, a Casa Branca confirmou pelo menos 13 soldados mortos devido a ataques iranianos.
O conflito se expandiu também para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado respaldado pelo Irã, iniciou operações anti-Israel em represália à morte de Khamenei. Até agora, este confronto resultou em mais de 2.600 mortes no Líbano desde seu início.
Após a morte de muitos líderes do Hezbollah, uma nova figura foi escolhida para liderar o Irã: Mojtaba Khamenei, filho do anterior líder. Especialistas preveem que essa mudança não trará reformas significativas e que a repressão no país continuará.
Donald Trump expressou insatisfação com a nomeação de Mojtaba, considerando-a um "grande erro" e afirmando que sua presença na liderança do Irã seria "inaceitável".



