
CPI do Crime Organizado Realiza Última Reunião Sem Presença de Claudio Castro
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado está programada para realizar sua reunião final nesta terça-feira, dia 14, após ter sido negada a prorrogação de suas atividades. O objetivo do colegiado era contar com o depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL), porém, ele não comparecerá, tendo sido diagnosticado com lombalgia aguda.
Inicialmente, Claudio Castro recebeu um convite para comparecer à Comissão, mas não se apresentou. No final de março, a CPI decidiu convocá-lo de forma obrigatória. Neste encerramento das atividades, os senadores almejavam esclarecimentos sobre as dinâmicas do crime organizado na região fluminense.
A CPI, que foi instaurada em novembro do ano passado, tinha como meta ouvir, pelo menos, 11 governadores e seus secretários estaduais de Segurança Pública. Entretanto, até o momento, apenas Jorginho Mello (PL), governador de Santa Catarina, efetivamente compareceu à comissão.
Nas últimas semanas, houve uma pressão significativa por parte da cúpula da CPI para a extensão dos trabalhos. Contudo, essa solicitação não foi aprovada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que justificou sua decisão pela proximidade das eleições.
Conforme destacam os relatos, a CPI operou durante quatro meses e, ao que tudo indica, finalizará suas atividades sem ouvir mais de 90 pessoas que tiveram suas convocações inicialmente aceitas pela comissão. Entre os ausentes que deveriam ter se apresentado incluem-se nomes relevantes como o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Ambos obtiveram habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF), o que os isentou da obrigatoriedade de comparecimento.
Os parlamentares buscavam obter informações sobre o Banco Master, especialmente em relação a uma fraude financeira envolvendo a instituição. No entanto, as investigações da CPI se depararam com decisões do STF que limitaram suas ações, resultando em críticas por parte dos membros do colegiado, que chegou a recorrer dessas determinações judiciais.
Assim, a CPI do Crime Organizado se despede em um cenário de incertezas, com muitos questionamentos ainda sem respostas e uma conclusão que não atinge totalmente os objetivos para os quais foi criada.



