
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou durante o último fim de semana um novo ultimato para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz e buscar um acordo para encerrar a guerra: a data limite foi estabelecida para esta terça-feira, 7 de abril, às 21h, no horário de Brasília. Ele advertiu que, caso não haja um acordo, o Irã enfrentará uma situação de "inferno".
Logo pela manhã desta terça-feira, Trump reiterou as suas ameaças, afirmando que "uma civilização inteira morrerá esta noite, sem possibilidade de retorno". As autoridades americanas estão atualmente avaliando as consequências potenciais de uma ausência de um acordo até o vencimento do prazo, enquanto observadores destacam que o presidente já havia feito várias previsões sobre o desfecho do conflito.
A seguir, apresentamos a cronologia das advertências de Trump ao Irã desde o momento em que ele lançou o primeiro ultimato para o fim da guerra.
21 de março – Primeiro ultimato de 48 horas
Trump emitiu sua primeira ameaça em 21 de março, afirmando que os Estados Unidos "atacariam e obliterariam" as instalações de energia iranianas se o Irã não reabrisse o Estreito de Ormuz em um intervalo de 48 horas. No dia seguinte, um representante iraniano na agência marítima da ONU garantiu que o estreito estava disponível para todos, exceto para os "inimigos" do Irã.
23 de março – Prazo prolongado em 5 dias
Próximo ao término do primeiro ultimato, em 23 de março, Trump declarou que as conversas entre os EUA e o Irã foram "produtivas" e decidiu suspender os ataques às instalações de energia por um período adicional de cinco dias.
26 de março – Prazo estendido em 10 dias
No dia 26 de março, o presidente americano acrescentou mais dez dias ao prazo, alegando que o Irã solicitara tempo adicional, fixando assim uma nova data-limite para 6 de abril.
30 de março – Novo ultimato na ausência de acordo
Trump fez uma nova declaração em 30 de março, advertindo que os Estados Unidos encerrariam a guerra "explodindo e obliterando completamente" as usinas de energia e poços de petróleo no Irã, caso não chegassem a um acordo. No dia seguinte, 1º de abril, Trump revelou que o Irã solicitara aos EUA um cessar-fogo, embora ele afirmasse que consideraria essa possibilidade apenas após a reabertura do Estreito de Ormuz. Ele reiterou que os EUA continuariam "aniquilando o Irã" até que isso acontecesse, mas um porta-voz iraniano desmentiu a alegação de que havia sido feito um pedido de cessar-fogo.
4 de abril – Segundo ultimato de 48 horas
Em 4 de abril, Trump comunicou a líderes iranianos que o tempo estava se esgotando para a reabertura do Estreito de Ormuz, enfatizando: "Quando dei ao Irã dez dias para FAZER UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ, o tempo está se esgotando – restam 48 horas antes que o inferno caia sobre eles".
5 de abril – Prazo estendido até 7 de abril às 21h
No dia seguinte, Trump fez um novo apelo contundente, usando palavras ofensivas: “Abram a p**** do estreito, seus bastardos malucos, ou vão viver no inferno – AGUARDEM!”. Além disso, declarou que na terça-feira ocorreria "o Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, tudo em um só dia, no Irã".
6 de abril – Opções ainda "piores" contra o Irã
No dia 6 de abril, Trump mencionou que possuía opções ainda "piores" do que as anteriores para bombardear as estruturas do Irã, ressaltando que "o país inteiro poderia ser derrotado em uma única noite, com essa noite podendo ser amanhã".
7 de abril – "Uma civilização inteira morrerá"
Finalmente, nesta terça-feira, quando o "prazo final" para o Irã se esgotou, Trump reforçou sua ameaça declarando que "uma civilização inteira morrerá esta noite, sem possibilidade de retorno". Em sua mensagem na Truth Social, ele enfatizou sua intenção de que isso não ocorresse, mas que as circunstâncias indicavam uma provável concretização: "Descobriremos esta noite em um dos momentos crucialmente significativos da história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!".
Betsy Klein, Kit Maher, Alejandra Jaramillo, Kevin Liptak, Samantha Waldenberg, Aileen Graef, Sophie Tanno, Adam Pourahmadi, Julia Benbrook e Riane Lumer, da CNN, contribuíram para esta reportagem.



