
A Justiça de Santa Catarina ordenou a remoção de gatos que estavam em condições insalubres em um apartamento em Concórdia. Segundo informações do portal g1.globo.com, a decisão, comunicada na quinta-feira (28), identificou 119 animais, mas a prefeitura alega que o número supera 400.
A determinação judicial também prevê que a tutora, uma mulher de 73 anos que reside sozinha, passe por uma avaliação psicossocial e receba acompanhamento de profissionais de saúde e assistência social. A situação trouxe à tona um acordo anterior com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) que estabeleceu medidas como castração e adoção dos animais, mas que não foi cumprido.
Agora, o novo pedido do MPSC visa proteger tanto os gatos quanto a proprietária, considerada vulnerável. A decisão foi apoiada por laudos técnicos que indicavam a gravidade da condição de alguns animais, ressaltando a necessidade de uma ação urgente. Um cronograma foi estabelecido para a retirada gradual dos felinos, com ênfase na remoção dos mais afetados.
O Tribunal de Justiça destacou que a quantidade de animais pode ser ainda maior, pois os gatos circulam livremente pelo imóvel e se reproduzem, podendo atrair outros felinos. A decisão judicial também exige que a moradora permita a entrada das equipes municipais; caso haja resistência, o uso de força foi autorizado.
Os gatos resgatados serão encaminhados para locais adequados, onde receberão cuidados veterinários, vacinas e castração, e em seguida serão disponibilizados para adoção. Além disso, a Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar a tutora por maus-tratos aos animais. A reportagem não conseguiu contato com ela ou sua defesa.
De acordo com a Diretoria de Proteção e Bem-estar Animal do município, a tutora nunca havia adotado animais, e a situação se agravou devido a um casal de felinos que se reproduziu descontroladamente ao longo de 10 anos.



