
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, Uganda registrou três novos casos de Ebola neste sábado (23), elevando o total para cinco infecções confirmadas no país durante o surto atual. O ministério da saúde local informou que as autoridades estão redobrando os esforços de rastreamento de contatos para controlar a disseminação do vírus.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o surto da rara cepa Bundibugyo como uma emergência de saúde pública de preocupação internacional, destacando que o risco de uma epidemia generalizada na República Democrática do Congo é considerado "muito alto". No país vizinho, cerca de 750 casos suspeitos e 177 mortes não confirmadas foram reportados, indicando a gravidade da situação na região.
A OMS alertou que a detecção tardia do vírus, somada à falta de vacinas e tratamentos específicos, à presença de conflitos armados e à mobilidade intensa da população, tornam Uganda particularmente vulnerável a uma propagação mais ampla da doença.
Entre os novos casos identificados em Uganda, encontram-se um motorista que transportou o primeiro paciente confirmado e um profissional de saúde que teve contato direto com ele. Ambos estão recebendo cuidados médicos e foram localizados entre um grupo de contatos de risco, conforme informado pelo ministério.
O terceiro caso reportado envolve uma mulher oriunda do Congo que apresentava sintomas leves e entrou em Uganda, onde se deslocou de Arua, uma cidade próxima à fronteira, até Entebbe. Em seguida, procurou atendimento em um hospital privado em Kampala. Inicialmente, a mulher melhorou e retornou ao seu país de origem, mas posteriormente testou positivo para Ebola após um aviso de uma pessoa que esteve envolvida em seu transporte.
O ministério da saúde afirmou que todos os contatos relacionados aos casos confirmados estão sob monitoramento rigoroso e solicitou que a população permaneça atenta a sintomas suspeitos, incentivando a comunicação imediata caso os sinais da doença sejam percebidos.



