
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, a Rússia iniciou uma movimentação significativa ao enviar munições nucleares para instalações de armazenamento em Belarus, uma ação que faz parte de importantes exercícios nucleares. Essa informação foi divulgada pelo Ministério da Defesa da Rússia na quinta-feira, dia 21.
Os exercícios, que começaram na terça-feira, dia 19, e têm uma duração prevista de três dias, estão sendo realizados simultaneamente na Rússia e em Belarus. Este cenário ocorre em um contexto em que Moscou afirma estar em uma luta existencial contra o Ocidente, impulsionada pela crescente tensão relacionada à Ucrânia.
Segundo o ministério, "dentro do escopo do exercício das forças nucleares, munições nucleares foram fornecidas a instalações de armazenamento temporário localizadas na área de uma brigada de mísseis na República de Belarus". Esse tipo de atividade é uma demonstração da capacidade militar russa em meio a constantes análises geopolíticas.
A Rússia também indicou que sua unidade de mísseis em Belarus está conduzindo treinamentos específicos para receber armamentos especiais, com foco no sistema de mísseis táticos móveis Iskander-M. Isso inclui o processo de carregamento de munições em veículos de lançamento e a movimentação discreta para uma área designada com o intuito de se preparar para um lançamento.
Imagens que foram divulgadas pelo Ministério da Defesa mostram um caminhão transportando materiais em uma área florestal, mas a natureza exata do material descarregado não foi imediatamente esclarecida.
O sistema Iskander-M, designado pela OTAN com o codinome "SS-26 Stone", moderniza a frota russa ao substituir o antigo míssil soviético "Scud". Cada mísseis deste sistema possui um alcance de até 500 km, com a capacidade de portar tanto ogivas convencionais quanto nucleares, aumentando consideravelmente a versatilidade das forças russas.
Desde o início da guerra na Ucrânia, o presidente Vladimir Putin frequentemente mencionou a força nuclear russa como uma advertência ao Ocidente, enfatizando que apoio exagerado à Kiev poderia ter consequências sérias.
Por outro lado, o Kremlin refutou com veemência recentes comentários de Kestutis Budrys, o principal diplomata da Lituânia, que foram descritos por autoridades russas como "beirando a insanidade". Budrys afirmou que a OTAN deveria demonstrar a Moscou sua capacidade de invadir o enclave russo de Kaliningrado.
Situado entre a Lituânia e a Polônia, que são países membros da OTAN, Kaliningrado é uma região estratégica localizada na costa do Mar Báltico. Ele abriga aproximadamente um milhão de habitantes e é um ponto militar fortemente fortificado, funcionando como a base principal da Frota do Báltico da Rússia.



