
Santa Catarina atingiu a marca de 30 prefeitos que foram presos durante o exercício do mandato desde agosto de 2020, representando mais de 10% das 295 cidades do estado. O caso mais recente envolve Tiago Baltt (MDB), prefeito de Balneário Piçarras, detido nesta terça-feira (19) em uma operação relacionada a fraudes e corrupção em obras públicas.
Segundo informações do portal g1.globo.com, a primeira prisão de um prefeito desde 2020 foi a de Orildo Severgnini, que ocupava a prefeitura de Major Vieira. Ele foi detido na segunda fase da operação “Et Pater Filium”, que investigou corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. Entre os arrestados, há casos de prefeitos que foram soltos, condenados, renunciaram ou até foram reeleitos após a prisão, como Patrick Corrêa (Republicanos), de Imaruí.
A lista de prefeitos presos desde 2020 inclui:
– Orildo Antônio Severgnini (MDB), Major Vieira – operação Et Pater Filium
– Adelmo Alberti (antigo PSL), Bela Vista do Toldo – operação Et Pater Filium
– Beto Passos (PSD), Canoinhas – operação Et Pater Filium
– Deyvisonn Souza (MDB), Pescaria Brava – operação Mensageiro
– Luiz Henrique Saliba (PP), Papanduva – operação Mensageiro
– Antônio Rodrigues (PP), Balneário Barra do Sul – operação Mensageiro
– Marlon Neuber (PL), Itapoá – operação Mensageiro
– Antônio Ceron (PSD), Lages – operação Mensageiro
– Vicente Corrêa Costa (PL), Capivari de Baixo – operação Mensageiro
– Joares Ponticelli (PP), Tubarão – operação Mensageiro
– … (continua a lista)
Em termos de partido, o MDB lidera com 9 prefeitos presos, seguido pelo PP com 6, o PL com 5 e o PSD com 4. Operações como a “Mensageiro” foram especialmente impactantes, resultando na detenção de 17 gestores.
Atualmente, todos os prefeitos presos na operação Mensageiro estão em liberdade. As investigações revelam esquemas de corrupção, particularmente na coleta e destinação de lixo em prefeituras catarinenses.



