
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou neste último sábado (16) a existência de um surto do vírus Ebola, mais especificamente da cepa Bundibugyo, na República Democrática do Congo e no Uganda, classificando a situação como uma emergência de saúde pública de preocupação internacional. Apesar da gravidade da situação, a OMS esclareceu que o surto em questão não atende aos requisitos para ser considerado uma emergência pandêmica.
Dados do Ministério da Saúde congolense revelaram que, até a noite de sexta-feira (15), 80 mortes foram registradas durante este novo surto na província de Ituri, que está localizada na região leste da República Democrática do Congo. O ministro da Saúde, Samuel Roger Kamba Mulamba, informou que análises laboratoriais confirmaram a presença do vírus em oito casos nos distritos de saúde de Rwampara, Mongwalu e Bunia.
Além disso, o ministério reportou que já são 246 os casos suspeitos do vírus identificados. Em resposta a essa situação crítica, o governo congolês ativou seu centro de operações de emergência em saúde pública e reforçou a vigilância epidemiológica e laboratorial, além de ordenar a rápida mobilização de equipes para tratar a crise.
Na sexta-feira, a principal agência de saúde pública da África já havia anunciado a confirmação do surto na província de Ituri, relatando que o número de vítimas fatais estava em 65 naquele momento. O Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças também enfatizou a necessidade de um encontro urgente com representantes do Congo, Uganda, Sudão do Sul e de parceiros internacionais, visando aumentar a vigilância nas fronteiras, além de preparar e implementar ações de resposta.
O órgão ressaltou que a maioria das mortes e casos suspeitos ocorreu nos distritos de saúde de Mongwalu e Rwampara, com quatro óbitos confirmados através de testes laboratoriais. Casos suspeitos também foram registrados na cidade de Bunia, a capital da província.
A gravidade da situação pede atenção redobrada, uma vez que a rápida ação e a colaboração entre as nações envolvidas são fundamentais para combater mais este surto de Ebola e proteger a saúde pública regional.



