
Uma esposa e seu amante foram indiciados pelo assassinato do empresário Pedro Rodrigues Alves, de 54 anos, dono de uma funerária, em Videira, no Oeste de Santa Catarina. A informação foi divulgada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (15).
De acordo com as investigações, a vítima foi envenenada ao longo de um mês com três substâncias diferentes. O inquérito revelou que o crime foi planejado para possibilitar que a esposa e o amante vivessem juntos, além de envolver interesse patrimonial. O indiciamento ocorreu na quarta-feira (13).
Ambos enfrentam acusações de homicídio qualificado, motivado por razões torpes, utilizando veneno e meios insidiosos que inviabilizaram a defesa da vítima. Eles permanecem detidos preventivamente.
Segundo o delegado Édipo Flamia, os suspeitos foram inicialmente presos temporariamente há cerca de dois meses, e posteriormente a prisão foi prorrogada para preventiva, sem prazo determinado.
Pedro Rodrigues Alves faleceu em 15 de fevereiro, após passar 10 dias internado no Hospital Divino Salvador, em estado grave. Ele foi admitido em 5 de fevereiro e, ao não apresentar melhora, foi submetido a um exame toxicológico, que revelou intoxicação por carbamato ou organofosforado. O empresário não resistiu e faleceu em 15 de fevereiro.
Ainda conforme Flamia, Pedro já estava com sérios problemas de saúde ao ser internado. Durante o processo investigativo, foi descoberto que a esposa e o amante estavam envolvidos em um relacionamento extraconjugal há mais de um ano e agiram em conjunto para cometer o crime.
As substâncias utilizadas para o envenenamento foram metanol, adicionado à cerveja da vítima; soda cáustica misturada em seus medicamentos; e o agrotóxico conhecido como “chumbinho”, o qual é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os suspeitos tentaram eliminar evidências físicas e digitais de suas ações e fizeram com que a morte de Pedro parecesse natural.
Além disso, a esposa supostamente pagou um enfermeiro da UTI para obter informações sobre a saúde da vítima, e esse profissional responde administrativamente por violar normas hospitalares e éticas da enfermagem. A esposa está detida em Chapecó (SC), enquanto o amante está em Palmas (PR). Durante o interrogatório, ambos optaram por não responder.
Pedro nasceu em 6 de abril de 1971 e residia no bairro Oficina. Uma missa em sua memória será celebrada neste sábado (16), às 18h, na Igreja Matriz de Videira.



