
Brasil é finalista do International Booker Prize com "Assim na terra como embaixo da terra"
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, na próxima semana, o Brasil se destacará em Londres como um dos finalistas do renomado International Booker Prize. A obra que representará o país é o livro "Assim na terra como embaixo da terra" (2017), escrito pela talentosa anotadora Ana Paula Maia, de 48 anos. O ganhador do prêmio de Melhor Obra de Ficção será divulgado na próxima terça-feira, dia 19.
A premiação é amplamente reconhecida como uma das mais prestigiadas do cenário literário global, promovendo as melhores narrativas de ficção traduzidas para o inglês e publicadas no Reino Unido. O International Booker Prize ressalta que a obra de Maia ecoa temas como história, humanidade, esperança e sofrimento.
Os jurados qualificam "Assim na terra como embaixo da terra" como uma análise visceral e inquietante sobre poder, violência, destruição e corrupção institucional—experiências que certamente deixarão uma marca indelével na mente dos leitores muito tempo após a última página.
Conheça "Assim na terra como embaixo da terra"
O livro, publicado em 2017 pela Editora Record, é mais uma adição ao universo literário de Ana Paula, caracterizado pela sua intensa mistura de violência e elementos sombrios. Na versão em inglês, a obra é intitulada "On Earth As It Is Beneath".
Ambientada em uma colônia penal isolada, a narrativa se passa em um local que anteriormente servia como um centro de tortura para escravizados. A concepção da prisão era a de um modelo que impossibilitasse a fuga dos reclusos, com o intuito inicial de reintegrá-los à sociedade.
Atualmente, a instituição se aproxima da desativação, e embora considere ter poucos detentos, esses enfrentam a tirania de Melquíades, o diretor penal, que os mantém sob opressão severa. Os reclusos se encontram em um dilema: planejar uma fuga incerta sem saber o que os espera além das paredes ou continuar no local, correndo o risco de serem vítimas de jogos mortais.
Entre os personagens principais, destaca-se Bronco Gil, conhecido como Índio, que cumpre pena por assassinato e constantemente considera a fuga, temendo a morte nas garras da prisão. Pablo, outro detento, ocupa a função de ajudante de cozinha e, ao perceber a fragilidade de algumas paredes, começa a arquitetar um plano de escapada.
Valdênio, conhecido como Valdo, possui 65 anos e viveu grande parte de sua vida sob o peso das grades; a liberdade parece um conceito distante para ele. Por fim, Taborda, um dos guardas da prisão, vive sob a sombra do temor que Melquíades infunde, obedecendo relutantemente às ordens do diretor.
A obra de Ana Paula Maia é uma poderosa e perturbadora reflexão sobre a vida em um ambiente carcerário, explorando a complexidade da condição humana e os limites da resistência diante da opressão.
Parcialmente inspirado em dados do portal www.cnnbrasil.com.br.



