
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antecipa um desfecho rápido para o conflito com o Irã. Enquanto isso, o governo iraniano avalia uma proposta de paz dos EUA, que, segundo relatos, formalizaria o fim das hostilidades, mas não atenderia a demandas essenciais de Washington, como a suspensão do programa nuclear iraniano e a reabertura do Estreito de Ormuz.
Um representante do Ministério das Relações Exteriores do Irã informou à agência ISNA que Teerã se manifestará sobre a proposta, enquanto Ebrahim Rezaei, deputado e porta-voz da crucial Comissão de Política Externa e Segurança Nacional do Parlamento iraniano, caracterizou a iniciativa como "mais uma lista de desejos americanos do que uma realidade".
Trump, falando a jornalistas no Salão Oval, afirmou que as negociações têm avançado, mencionando: "Tivemos conversas muito boas nas últimas 24 horas, e é bastante possível que alcancemos um acordo". Ele também destacou que "tudo terminará rapidamente". O presidente tem reiterado suas expectativas de um acordo para finalizar a guerra que teve início em 28 de fevereiro, até o momento sem progresso visível.
As partes envolvidas estão distantes em questões críticas que impedem um entendimento, como as ambições nucleares do Irã e seu controle sobre o Estreito de Ormuz, que antes do conflito respondia por 20% do fornecimento global de petróleo e gás.
Fontes paquistanesas, junto a outros informantes sobre a mediação, indicaram que um entendimento parece estar próximo, baseado em um memorando de uma página que poderia selar oficialmente a paz entre as nações. Essa concordância abriria caminho para discutir a reabertura do canal de navegação no estreito, o levantamento de sanções americanas ao Irã e restrições ao programa nuclear do país.
Um oficial paquistanês que acompanha as negociações comentou à Reuters que os negociadores se mantêm otimistas quanto à possibilidade de um acordo, embora ressalte que ainda persistem divergências significativas entre os lados. "A nossa prioridade é o anúncio do fim definitivo da guerra, e os demais temas podem ser debatidos em futuras negociações diretas", explicou o funcionário, que pediu para não ser identificado.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, postou em suas redes sociais uma reflexão sarcástica sobre as recentes indicações de aproximação entre os governos, afirmando que "a Operação Confie em Mim, Irmão, fracassou". Qalibaf insinuou que tais declarações eram meramente propaganda dos EUA após o insucesso em abrir o Estreito de Ormuz.
Nenhuma menção às principais exigências dos EUA
Os contatos dos EUA nas negociações estão sendo coordenados pelo enviado especial Steve Witkoff e pelo genro de Trump, Jared Kushner. Caso ambos os lados alcancem um acordo inicial, isso desencadeará um período de 30 dias destinados a negociações mais detalhadas visando um entendimento abrangente.
Embora as fontes tenham declarado que o memorando inicial não requereria concessões de ambas as partes, algumas exigências criticas previamente apresentadas por Washington e rejeitadas por Teerã não foram abordadas. Entre essas demandas, estão limitações ao programa de mísseis do Irã e a interrupção do apoio a milícias na região do Oriente Médio.
Ademais, não foi mencionada a quantidade atual de urânio enriquecido disponível no Irã, que ultrapassa 400 kg, o que levanta preocupações sobre a possibilidade de desenvolvimento de armas nucleares.



